Um estudo publicado pela Ember no início desta semana mostrou que a energia solar respondeu por 75% do crescimento da demanda global por eletricidade em 2025.
Esse desempenho impulsionou as fontes renováveis, que passaram a representar 33,8% da geração mundial, superando o carvão (que registrou queda de 0,2%) pela primeira vez na história.
Esse movimento foi impulsionado principalmente por China e Índia, que historicamente são os maiores responsáveis pelo aumento da geração fóssil.
Em 2025, os dois países registraram queda nesse tipo de energia, revertendo uma tendência observada ao longo dos últimos anos.
Na China, a geração fóssil caiu 56 TWh (-0,9%), na primeira redução desde 2015, impulsionada pelo forte crescimento da energia limpa, principalmente solar.
Já na Índia, a queda foi de 52 TWh (-3,3%), resultado da combinação entre expansão recorde de solar e eólica, alta produção hidrelétrica e crescimento da demanda abaixo da média.
Em ambos os casos, a expansão recorde das fontes limpas superou o crescimento da demanda, interrompendo o avanço global da geração a partir de combustíveis fósseis.

Crescimento das fontes solar
Em 2025, a geração solar alcançou 2.778 TWh – aumento de 636 TWh em relação a 2024, o equivalente a um crescimento de 30%, o maior dos últimos oito anos.
De acordo com a pesquisa, esse volume adicional seria suficiente para substituir a eletricidade gerada a gás equivalente a todas as exportações de GNL pelo Estreito de Ormuz no ano anterior, estimadas em 550 TWh.
Desde 2022, quando somava 1.333 TWh, a energia solar praticamente dobrou e já é mais de dez vezes superior ao registrado em 2015, quando era de 256 TWh.
Em 2025, a fonte ultrapassou a geração eólica global pela primeira vez e se aproximou da nuclear. A expectativa é que ambas superem a energia nuclear já em 2026.
Metodologia
A análise da Ember considerou dados de eletricidade de 215 países, incluindo informações mais recentes de 2025, com detalhamento de 91 países que representam 93% da demanda global.
Também foram avaliados 13 grupos geográficos e econômicos, como África, Ásia, América Latina, União Europeia, além de um aprofundamento nos sete maiores mercados consumidores, responsáveis por 72% da demanda mundial.
Para complementar o diagnóstico, foram utilizados dados meteorológicos e de capacidade instalada, permitindo identificar as tendências estruturais que moldam o setor elétrico global.
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