O Brasil chega ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste 5 de junho, com avanços importantes na agenda climática e uma participação cada vez mais relevante da energia solar nesse processo.
Segundo dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a fonte já evitou a emissão de mais de 115,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) desde 2012.
Atualmente, o setor acumula mais de 70,3 GW de potência operacional instalada em todo o território nacional, tendo atraído mais de R$ 313 bilhões em investimentos e gerado mais de 2,1 milhões de empregos ao longo da cadeia produtiva.
Os números reforçam o papel da energia solar na transição energética brasileira e ajudam a explicar os avanços do país na redução das emissões de gases de efeito estufa.
Dados divulgados pelo Observatório do Clima mostram que o Brasil registrou, em 2024, a maior redução das emissões dos últimos 16 anos e a segunda maior da série histórica iniciada em 1990.
Ao longo daquele ano, o país emitiu 2,145 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente – volume 16,7% inferior ao registrado em 2023. Contudo, quando consideradas as emissões líquidas, que descontam a captura de carbono por florestas secundárias e áreas protegidas, a redução alcança os 22%.
Números poderiam ser ainda melhores
Embora a redução das emissões represente um avanço importante para o país, estudos mostram que esses números poderiam ser ainda melhores, caso o Brasil se comprometesse um pouco mais com sua política de descarbonização, especialmente em relação ao uso mais intenso de termelétricas movidas a combustíveis fósseis.
Um levantamento divulgado pelo IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente) revelou, por exemplo, que a geração das termelétricas movidas a combustíveis fósseis cresceu 17% em 2024, alcançando mais de 74 TWh ao longo do ano — volume superior ao registrado em 2023.
O dado acende um alerta sobre o futuro da matriz elétrica brasileira, segundo o IEMA. Para a entidade, o cenário pode se tornar ainda mais desafiador após a contratação de cerca de 19 GW de novas termelétricas por meio do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade), realizado em março deste ano.
O mecanismo tem como objetivo ampliar a segurança do fornecimento de energia e garantir potência adicional ao SIN (Sistema Interligado Nacional), com as novas usinas contratadas sendo capazes de emitir até 40 milhões de toneladas de CO₂ por ano – volume semelhante às emissões totais do estado de Santa Catarina em 2024.
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.