Startup cria projeto que armazena energia solar e eólica usando gravidade

A empresa comentou ainda que essa tecnologia tem o tempo de resposta das baterias de íon-lítio
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Armazenar energia solar e eólica por meio de um sistema baseado em gravidade. Esse é o objetivo da empresa escocesa Gravitricity, que está planejando um projeto para guardar excedentes de energia renovável no porto de Leith, em Edimburgo.

Segundo a startup, uma plataforma de 16 metros de altura usa energia limpa em excesso para elevar uma massa em um eixo de 150 a 1.500 metros e, consequentemente, descarregar a eletricidade.

“A massa usada pode variar de 500 a 5.000 toneladas e a eletricidade descarregada pode abastecer cerca de 30.000 residências por duas horas”, afirmou a Gravitricity.

A empresa comentou ainda que essa tecnologia tem o tempo de resposta das baterias de íon-lítio e que o sistema oferece um serviço de 25 anos sem perda de desempenho ou degradação cíclica.

Projeto-piloto

Um projeto-piloto de 1,14 milhão de euros será construído em outubro, no porto de Leith, o maior de águas profundas da Escócia. A conclusão do projeto, de 250 kW, está previsto para dezembro.

“Este programa de teste de dois meses confirmará nosso modelo e fornecerá dados valiosos para o nosso primeiro projeto de 4 MW em larga escala, que começará em 2021”, concluiu Miles Franklin, engenheiro da Gravitricity.

Armazenamento gravitacional

A empresa suíça Energy Vault lançou a tecnologia de armazenamento baseado em gravidade, que foi baseada em um guindaste de 35 toneladas e blocos de concreto, há um ano.

Segundo a startup, esse sistema considera a volatilidade no suprimento e demanda de energia, condições climáticas e inércia. O projeto foi apoiado por um investimento de US$ 110 milhões do credor japonês Soft Bank.

Imagem de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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