24 de outubro de 2021

Tempestade encerra operação de termelétrica no interior de Goiás 

Forte chuva paralisou operação e danificou postes e transformadores da rede de média tensão da usina

Autor: 11 de outubro de 2021Brasil
Tempestade encerra operação de termelétrica no interior de Goiás 

A UTE (Usina Termelétrica) de Palmeira de Goiás, no interior do estado goianiense, parou de funcionar em razão de uma forte chuva que atingiu as dependências do centro de controle de operações da unidade no final da tarde da última quinta-feira (7). 

Em comunicado enviado à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Central Energética Palmeiras S.A, empresa que administra a usina, destacou que a tempestade fez com que o teto da sala de controle caísse e danificasse três postes da rede de média tensão e quatro transformadores de 24,2kV. 

O incidente causado pela queda da estrutura fez com que o sistema de proteção da termelétrica atuasse, paralisando a geração de galpões e interrompendo os sistemas de geração (shutdown) das unidades geradoras. 

Leia também: Custo do despacho das termelétricas será repassado ao consumidor em 2022.

Após o comprimento dos procedimentos de segurança, foi realizada a evacuação e contagem de todos os colaboradores que estavam trabalhando no local. Ninguém se feriu, segundo a concessionária. 

Por causa da intensidade da chuva, também foi preciso instalar uma cobertura provisória dos painéis de proteção, automação, medição, telecomunicações e supervisão, e circuito de corrente contínua, a fim de evitar mais danos à usina. 

O corpo de bombeiros foi chamado e chegou ao local cerca de dez minutos depois. No local, uma equipe da corporação realizou o rescaldo. Até o momento, ainda não se sabe qual foi o tamanho do prejuízo causado pelas chuvas e quando a usina voltará a ter condições de operação. 

Medida excepcional 

No começo de setembro, a ANEEL havia definido critérios para a operação e a contabilização de energia da termelétrica de Palmeiras de Goiás até 31 dezembro de 2021, estabelecendo um custo variável unitário excepcional de R$ 1.475,51/MWh, com data base de julho de 2021. 

A decisão atendeu a uma determinação da CREG (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), da Câmara dos Deputados. O órgão foi criado com o objetivo de tomar decisões que pudessem minimizar os efeitos da maior crise hídrica brasileira dos últimos 91 anos. 

De acordo com a ANEEL, a unidade conta com 175,6 MW de capacidade instalada e toda energia gerada no local é usada para abastecer o SIN (Sistema Interligado Nacional), visando garantir o fornecimento de eletricidade em todo país.

Henrique Hein

Henrique Hein

Atuou como repórter no jornal Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o setor de energia solar fotovoltaica, cobrindo as editorias de Mercado e Tendências; Negócios e Empresas; Cases e Bastidores da Política.

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