Usinas solares offshore são mais produtivas que as terrestres, afirmam cientistas

O modelo incluiu a água do mar funcionando como um sistema de refrigeração
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Uma simulação realizada por cientistas da Universidade de Utrecht, na Holanda, indicou que as usinas fotovoltaicas offshore podem ser mais produtivas do que as matrizes montadas no solo. Depois de compararem um projeto no mar do Norte com um sistema convencional no campo, os pesquisadores apontaram que as instalações offshore podem gerar 12,96% a mais de energia por ano.

Segundo o estudo, as medidas de simulação foram responsáveis ​​pela temperatura média da superfície do ambiente e da água e pelo efeito das ondas ao longo de um ano. O modelo incluiu a água do mar funcionando como um sistema de refrigeração, bem como a velocidade do vento e a umidade relativa do ar.

“O conjunto montado no solo gerava 1.192 kWh por ano. Já o sistema flutuante foi 12,96% mais produtivo, com 1.346 kWh”, disse o grupo de Utrecht.

Ambos os projetos simulados compreenderam 12 painéis solares para capacidade de geração de 3,72 kW. O projeto flutuante foi colocado em um pontão de aço fixado por quatro cabos de aço.

“Embora a velocidade do vento altere simultaneamente o ângulo de inclinação e, como resultado, os painéis nem sempre estejam posicionados no ângulo ideal, a existência de água ao redor do pontão é uma grande vantagem para melhorar a eficiência, pois a temperatura do painel é mais baixa e mais constante também”, concluiu a pesquisa.

Imagem de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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