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Vivo adota modelo de GD e passa a produzir a própria energia em todo o país

O cronograma de expansão deve continuar pelos próximos meses

Autor: 22 de julho de 2020julho 27th, 2021Brasil
Vivo adota modelo de GD e passa a produzir a própria energia em todo o país

A Vivo anunciou nesta terça-feira (21) que passará a produzir sua própria energia por meio da GD (geração distribuída). Segundo a empresa, a maior fonte de energia será a solar fotovoltaica (61%), seguida da fonte hídrica (30%) e biogás (9%). A iniciativa abrange todas as regiões do Brasil, com usinas operando em 23 estados, além do Distrito Federal.

O projeto responderá por mais de 80% do consumo da Vivo em baixa tensão, atendendo aproximadamente 28 mil unidades da empresa, como lojas, torres, antenas, equipamentos de telecomunicações e escritórios.

David Melcon, vice-presidente de Finanças da Vivo, afirma que, além de contribuir com o meio ambiente por ser renovável e de baixo impacto, a medida deve gerar à Vivo uma economia anual importante nos gastos com energia. “A geração distribuída busca consolidar ainda mais o modelo de negócio sustentável da Vivo baseado em fatores ambientais, sociais e de governança e que incrementa nosso potencial de geração de valor a longo prazo. Adicionalmente, esta iniciativa reafirma nosso compromisso em manter um consumo de energia 100% renovável, além de impulsionar nossa eficiência gerando reduções relevantes de custo”, destaca Melcon.

Caio Guimarães, diretor de Patrimônio da Vivo, ainda ressalta o impacto no meio ambiente. “A obtenção de energia por meio da GD, em pequenas usinas, próximas aos pontos consumidores, contribui ainda para minimizar as perdas no sistema de distribuição, além de reduzir as emissões de CO2 e evitar impactos de grandes empreendimentos no meio ambiente e nas comunidades”, destaca o executivo.

Expansão de energias renováveis no Brasil

O modelo teve início em 2018 no estado de Minas Gerais com o abastecimento das mais de 3 mil estações da empresa. O projeto, realizado em parceria com a Hy Brazil, contempla um conjunto de usinas de fonte hídrica com capacidade de 22,4 MW.

Nesta segunda fase, o modelo está sendo expandido oficialmente para todo o país. Duas usinas já estão em operação: a de fonte hídrica no município de Aripuanã (MT), e a de fonte fotovoltaica na cidade de Campinas (SP).

Em Aripuanã, a usina, em parceria com a empresa Centrais Elétricas Salto dos Dardanelos, iniciou sua operação em março deste ano, com capacidade de 3,5 MW. Já a usina solar em Campinas, instalada em uma área de 80 mil m² em parceria com a TMW Energy, iniciou sua operação no mês passado, com capacidade de 4,77 MW.

Fonte solar fotovoltaica

A fonte solar será um dos principais recursos renováveis utilizados em todo o projeto de geração distribuída da Vivo. Ao final do processo de instalação, a área total das usinas solares espalhadas por todo país será o equivalente a 350 campos oficiais de futebol.

O cronograma de expansão segue nos próximos meses. Os investimentos são realizados pelas empresas contratadas, com a contrapartida de uma parceria de longo prazo com a Vivo, de até 20 anos. Com todas as usinas operando, a Vivo produzirá cerca de 670 mil MWh/ano de energia, o suficiente para abastecer todo o consumo de uma cidade de até 300 mil habitantes.

 

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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