A Voltalia, empresa francesa do setor de energias renováveis, firmou um acordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) que garante 322 MW de capacidade de conexão à rede elétrica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará.
A iniciativa tem como objetivo atender à crescente demanda energética de projetos de data centers que vêm sendo desenvolvidos na região.
Em comunicado divulgado nesta semana, a companhia informou que pretende se posicionar como parceira estratégica de empreendimentos de infraestrutura digital, segmento que exige elevado consumo de energia e alta confiabilidade no fornecimento.
Segundo a empresa, já existem negociações avançadas com operadores de data centers interessados em se instalar no Pecém. Para atender esse mercado, a Voltalia planeja desenvolver projetos dedicados de geração renovável, com destaque para a energia eólica, oferecendo suprimento energético de baixa emissão de carbono.
O movimento ocorre em meio ao crescente interesse de empresas de tecnologia por regiões capazes de oferecer energia renovável em larga escala e infraestrutura adequada para grandes centros de processamento de dados. Nesse contexto, o Ceará tem ganhado protagonismo por reunir condições favoráveis para receber novos investimentos no setor.
A empresa destaca que o Complexo Industrial e Portuário do Pecém reúne características consideradas estratégicas para a atração de grandes projetos de infraestrutura digital, como disponibilidade de áreas para expansão, acesso à rede elétrica e localização favorável para conexão internacional de dados.
Além da disponibilidade energética, o estado também se beneficia da presença de cabos submarinos internacionais, fator considerado relevante para a operação de data centers voltados ao mercado global.
Atualmente, a Voltalia possui cerca de 3,6 GW de capacidade em operação e construção no mundo, além de um portfólio de aproximadamente 12 GW em projetos em desenvolvimento.
A expectativa da companhia é que a demanda crescente por serviços digitais, inteligência artificial e computação em nuvem impulsione novos investimentos em infraestrutura energética dedicada, fortalecendo a integração entre os setores de energia renovável e tecnologia.
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