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Início / Notícias / 1ª fase do Programa Mais Luz para a Amazônia beneficiará 4,3 mil famílias 

1ª fase do Programa Mais Luz para a Amazônia beneficiará 4,3 mil famílias 

Iniciativa do Governo Federal busca levar energia limpa à população da Amazônia Legal por meio das placas solares 
Acompanhe pelo Whatsapp
  • Foto de Henrique Hein Henrique Hein
  • 29 de setembro de 2021, às 18:22
2 min 46 seg de leitura

O MME (Ministério de Minas e Energia) entregou, nesta quarta-feira (29), as primeiras ligações de energia elétrica do Programa Mais Luz para a Amazônia nos municípios da Ilha do Marajó, no estado do Pará. Os investimentos na região, nesta primeira etapa do programa, somam mais de R$ 98 milhões. O montante será usado para atender mais de 4,3 mil famílias que vivem sem eletricidade nas cidades de Bagre, Breves, Chaves, Curralinho e Melgaço.

De acordo com o Ministério, também está em andamento a instalação de 9 mil sistemas de geração fotovoltaica nos municípios de Curralinho, Portel e Melgaço. O custo total da primeira etapa é de R$ 361 milhões, sendo R$ 325 milhões provenientes do Governo Federal.

Segundo o ministério, paralelamente à instalação da energia nestes três municípios, novos contratos serão firmados com a distribuidora Equatorial Pará para garantir a extensão do benefício aos 16 municípios do arquipélago, incluindo residências, postos de saúde, escolas, igrejas e demais unidades de uso comunitário.

Mais Luz para a Amazônia

Lançado em fevereiro de 2020, o programa Mais Luz para a Amazônia tem como objetivo levar energia limpa e renovável à população de regiões remotas dos estados que compõem a Amazônia Legal e que ainda não têm acesso à energia elétrica, como Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Tocantins e Maranhão.

A iniciativa prevê a utilização de fontes renováveis de geração de energia elétrica e a substituição de pequenos geradores de energia elétrica a diesel ou gasolina, que hoje são a única fonte de energia elétrica de muitas famílias que vivem nestas regiões.

Leia também: MME aprova manual do Programa Mais Luz para a Amazônia.

O principal objetivo é contribuir para a redução da emissão de gases de efeito estufa e incentivar o uso sustentável dos recursos da floresta amazônica. O serviço será oferecido por meio da instalação de painéis fotovoltaicos. O programa ainda destinará recursos a projetos que visem o atendimento de domicílios situados nas regiões remotas da Amazônia Legal, e privilegiará o caráter social do investimento. Segundo o MME, a próxima etapa do programa já está em andamento e vai levar energia para as famílias que moram em áreas remotas nos estados do Amazonas, Maranhão e Rondônia.

Nova linha de transmissão

Também nesta quarta-feira, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, inaugurou, em Boa Vista (RR), juntamente com o presidente Jair Bolsonaro, a Usina Termelétrica Jaguatirica II e a pedra fundamental para construção da linha de transmissão que conectará Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O Linhão tem extensão de aproximadamente 715 km, sendo 425 km no estado de Roraima e 290 km no Amazonas. De acordo com  o governo, cerca de 122 km da linha de transmissão cruzam a terra indígena Waimiri Atroari, margeando a BR-174, rodovia federal que liga as duas capitais. O processo de licenciamento terá que atender às regulamentações nacionais e internacionais. “Estão previstos 36 meses para conclusão do empreendimento”, informou Bento Albuquerque, durante a cerimônia.

energia solar Ministério de Minas e Energia MME (Ministério de Minas e Energia) Programa Mais Luz para a Amazônia
Foto de Henrique Hein
Henrique Hein
Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.
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A pesquisa, realizada nas últimas semanas com entrevistados de todas as regiões do país, também indica que 95% da população vivenciou pelo menos uma interrupção no fornecimento de energia no último ano. Entre os entrevistados, cerca de 38% relataram ter enfrentado entre três e cinco quedas de energia, enquanto 13% disseram ter passado por mais de dez ocorrências de blecautes no mesmo período. Impactos no dia a dia As interrupções no fornecimento de energia afetam diretamente a rotina da população. De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados apontaram a interrupção no trabalho como um dos principais impactos. Outros efeitos citados foram a suspensão de atividades de lazer ou entretenimento (58%) e a dificuldade para realizar tarefas domésticas (56%). Diante das falhas no fornecimento, muitos brasileiros recorrem a soluções improvisadas. O estudo indica que 81% das pessoas utilizam fontes alternativas de iluminação, como velas e lanternas, durante os apagões. “A falta de energia não é apenas um incômodo para a população, ela pode trazer prejuízos consideráveis para famílias e empresas. A paralisação do trabalho, além da perda de alimentos e aparelhos eletrônicos, são apenas alguns dos prejuízos”, disse Patrick von Schaaffhausen, CEO da Descarbonize Soluções.

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