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Alta da energia elétrica impulsiona aumento da inflação no mês de junho

Setor foi o principal fator inflacionário do mês por causa do acionamento da bandeira tarifária vermelha, no patamar 2

Autor: 8 de julho de 2021julho 14th, 2021Brasil
Alta da energia elétrica impulsiona aumento da inflação no mês de junho

Puxada novamente pela alta da energia elétrica, a inflação oficial no país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), subiu 0,53% em junho deste ano – o maior resultado para o mês desde 2018, quando ficou em 1,26%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O indicador acumula agora alta de 3,77% desde o começo do ano e 8,35% nos últimos 12 meses.

O preço da energia elétrica foi o principal fator de aumento no mês por causa do acionamento da bandeira tarifária vermelha, no patamar 2, que passou a vigorar em junho a um custo de R$ 6,243 para cada 100 kW/h consumidos.

Em maio, o país operou na bandeira vermelha 1, cujo acréscimo era menor, de R$ 4,169. Porém, com o agravamento da crise hídrica, provocado pela falta de água nos principais reservatórios brasileiros, o valor precisou ser reajustado mais uma vez no ano.

Leia também: Valor adicional da conta de luz sobe 364,8% em menos de dois meses

Para o mês de julho, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou um novo reajuste no valor da bandeira vermelha 2. O valor da tarifa extra subiu 52% e passou para R$ 9,492 para cada 100 kWh consumidos. 

Avaliação 

No entendimento de Arthur Santini, diretor da Ecori Energia Solar, o Brasil precisa começar a se preocupar em diversificar a sua matriz energética, apostando em renováveis, em especial na fotovoltaica. “A solar ajuda a termos menores custos como um todo, aliviando o sistema nacional de energia elétrica, evitando bandeiras tarifárias, tirando a necessidade de construção de novas termelétricas e ainda ajuda o meio ambiente”, disse.  

Para o executivo, a alta da energia afeta não somente as famílias brasileiras, como também os empresários que dependem da eletricidade para prestar seus serviços. “Já é mais que necessário uma aprovação de um Marco Legal para os renováveis em geração distribuída, que permita ao país crescer com energia limpa”, concluiu Santini. 

Henrique Hein

Henrique Hein

Coordenador da Revista Canal Solar. Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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