A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) o edital do Leilão de Transmissão nº 4/2026, marcado para 30 de outubro, na sede da B3, em São Paulo.
O certame terá oito lotes distribuídos por sete estados e prevê R$ 8,8 bilhões em investimentos, consolidando uma nova rodada de expansão da infraestrutura de transmissão do país.
Os empreendimentos contemplam 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da continuidade de 483 quilômetros de linhas existentes.
Também estão previstos 12.694 MVA de capacidade de transformação, 600 MVA de continuidade e quatro compensações síncronas. A estimativa da agência é de criação de 20.312 empregos diretos.
Os projetos serão implantados na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. O maior investimento está concentrado no Lote 4, estimado em R$ 4,1 bilhões, com obras em Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul. O lote será dividido em dois sublotes, que serão ofertados separadamente e posteriormente agregados.
Conexão em dúvida
A aprovação ocorre enquanto aparece no horizonte uma questão que pode afetar o próximo ciclo de expansão da transmissão. A inclusão de uma interligação elétrica entre Brasil e Bolívia no leilão previsto para abril de 2027, está pendente.
A realização desse projeto ficou condicionada à aprovação de um tratado internacional pelo Congresso Nacional brasileiro e pelo Legislativo boliviano.
O acordo bilateral precisa ser ratificado pelos dois países, preferencialmente até novembro de 2026, para garantir segurança jurídica ao empreendimento.
Caso a tramitação no Congresso brasileiro enfrente atrasos significativos, existe a possibilidade de o lote de interligação ser retirado do edital do primeiro leilão de transmissão previsto para 2027
O projeto prevê uma conexão internacional de grande porte, com uma linha em corrente contínua, atravessando Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, além de uma linha de 500 kV entre a fronteira e a Subestação Corumbá 2.
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