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ANEEL libera R$ 5,48 bilhões para conter alta na conta de luz no Norte e Nordeste

Aporte ajudará a limitar os reajustes nas regiões, em um ano em que a Agência já projeta alta média de 8,6% nas tarifas de energia do país

ANEEL libera R$ 5,48 bilhões para conter alta na conta de luz no Norte e Nordeste

Foto: Ilustração

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) homologou nesta terça-feira (11), o repasse preliminar de R$ 5,48 bilhões às distribuidoras de energia das regiões Norte e Nordeste, montante que será utilizado para reduzir os efeitos dos reajustes tarifários sobre consumidores atendidos pelo mercado regulado.

Na mesma decisão, a diretoria da agência aprovou o ETLEP (Efeito Tarifário Limite Equilibrado Preliminar) de 6,53%, mecanismo criado para distribuir os recursos de forma mais uniforme entre as concessionárias contempladas. Os valores decorrem da repactuação do UBP (Uso de Bem Público) de usinas hidrelétricas.

Com a adesão de 24 concessões ao programa previsto na Lei nº 15.235/2025, os pagamentos futuros de UBP foram convertidos em aportes antecipados à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), permitindo reforçar os recursos destinados ao alívio das tarifas de energia nas áreas de atuação da Sudam e da Sudene.

Pressão tarifária

A homologação ocorre em um cenário de aumento das projeções de reajuste da tarifa média de energia no país. Conforme a segunda edição do boletim InfoTarifa deste ano, a ANEEL revisou a estimativa de alta média para 8,6% em 2026, acima da projeção anterior, de 8,0%.

Ainda assim, a incorporação dos recursos provenientes da UBP evitou um aumento ainda maior. Sem esse reforço financeiro, o efeito tarifário médio superaria os 10%, segundo os cálculos da agência.

A redução do potencial inicialmente previsto está relacionada à adesão parcial das geradoras hidrelétricas ao programa de repactuação. Embora a expectativa inicial fosse de arrecadar até R$ 7,9 bilhões, 24 das 34 concessões elegíveis aderiram ao mecanismo, reduzindo o montante efetivamente considerado para cerca de R$ 5,5 bilhões.

Ainda assim, o aporte foi suficiente para amenizar parte da pressão provocada por fatores como custos de energia, componentes financeiros e encargos setoriais.

Distribuição dos recursos

A ANEEL determinou que a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) efetue as transferências em até dez dias após a publicação da decisão.

Os valores preliminares destinados às distribuidoras ficaram assim distribuídos:

  • Amazonas Energia, R$ 573,3 milhões;
  • Neoenergia Coelba, R$ 697,1 milhões;
  • Energisa Rondônia, R$ 424,8 milhões;
  • Enel Ceará, R$ 403,8 milhões;
  • Energisa Mato Grosso, R$ 318,5 milhões;
  • Equatorial Alagoas, R$ 231,2 milhões;
  • Neoenergia Pernambuco, R$ 196,3 milhões;
  • Equatorial CEA, R$ 155,1 milhões;
  • Roraima Energia, R$ 123,5 milhões;
  • Energisa Sergipe, R$ 113,1 milhões;
  • Neoenergia Cosern, R$ 108,4 milhões;
  • Energisa Tocantins, R$ 26,6 milhões;
  • Energisa Acre, R$ 37,3 milhões;
  • Sulgipe, R$ 12,3 milhões;
  • Cemig-D, R$ 5 milhões;
  • EDP Espírito Santo, R$ 9,3 milhões.

As distribuidoras Equatorial Pará, Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e ELFSM terão os valores recalculados durante seus respectivos processos tarifários, quando serão definidos os repasses finais.

No caso de Cemig-D, EDP ES e ELFSM, os recursos deverão beneficiar exclusivamente consumidores localizados em municípios inseridos nas áreas da Sudam ou da Sudene.

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Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

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