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ANEEL registra quase R$ 600 milhões em novos projetos de eficiência energética

Boletim da agência aponta 154 projetos iniciados no terceiro trimestre de 2026, com potencial de economia de quase 260 mil MWh por ano

ANEEL registra quase R$ 600 milhões em novos projetos de eficiência energética

Foto: Magnific

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) registrou o início de 154 projetos de eficiência energética entre julho e setembro de 2026, com investimentos previstos de R$ 595,82 milhões.

As iniciativas fazem parte do PEE (Programa de Eficiência Energética) e têm potencial para economizar 259.973,41 MWh de eletricidade por ano.

Os dados constam da terceira edição do Boletim Trimestral do PEE, divulgado pela agência reguladora.  Segundo o levantamento, os novos projetos também poderão reduzir a demanda de energia no horário de ponta em 44.247,47 kW, o equivalente a aproximadamente 44,2 MW.

O segmento de poder público concentra a maior parcela dos investimentos previstos, com R$ 248,63 milhões destinados a iniciativas que poderão proporcionar uma economia anual de 95,4 mil MWh.Na sequência, aparecem os projetos voltados à população de baixa renda, que somam R$ 177,54 milhões em investimentos e potencial de economia de 72,6 mil MWh por ano.

O setor de comércio e serviços ocupa a terceira posição, com R$ 87,21 milhões previstos e economia estimada de 51,7 mil MWh anuais.

Outros investimentos contemplam unidades educacionais, iluminação pública, serviços públicos e consumidores residenciais.

Entre as distribuidoras, a Copel liderou o número de projetos iniciados no trimestre, com 31 iniciativas e investimentos previstos de R$ 20,71 milhões. Em seguida aparecem a Energisa MS, com 17 projetos, e a Enel SP e a Energisa SS, ambas com 11. Em valores financeiros, a CPFL Paulista se destaca, com R$ 65,23 milhões previstos para sete projetos.

Projetos concluídos somam R$ 103,7 milhões

O boletim também apresenta os resultados de 70 projetos de eficiência energética finalizados entre julho e setembro, que somaram R$ 103,69 milhões em investimentos.

As iniciativas concluídas proporcionaram uma economia de energia de 57.053,82 MWh por ano e redução de 13.018,95 kW na demanda no horário de ponta.

Os projetos voltados à população de baixa renda representaram a maior parcela dos recursos aplicados, com R$ 28,09 milhões, equivalentes a 27,09% do custo total.

O poder público aparece na sequência, com R$ 25,41 milhões, seguido pelo segmento residencial, que recebeu R$ 25,40 milhões.

Entre as distribuidoras, a CPFL Paulista liderou o número de projetos concluídos, com 20 iniciativas e investimentos de R$ 48 milhões.

Além dos projetos iniciados e concluídos, a ANEEL avaliou 169 iniciativas durante o terceiro trimestre, com valor aprovado de R$ 294,51 milhões.

Os projetos avaliados apresentam potencial de economia de 160.193,23 MWh por ano e redução de 33.224,79 kW na demanda no horário de ponta.

O segmento residencial recebeu o maior volume de recursos aprovados, com R$ 63,34 milhões, seguido pelos projetos de baixa renda, com R$ 61,79 milhões, e de iluminação pública, com R$ 48,76 milhões.

Entre os destaques apresentados pela agência está o projeto Luz Solidária, da Equatorial Goiás, que prevê a substituição de equipamentos menos eficientes em unidades consumidoras residenciais.

A iniciativa contempla 14.745 consumidores em 15 municípios, com a substituição de 9.327 refrigeradores, 9.520 condicionadores de ar e 20 mil lâmpadas por modelos LED.

Segundo o boletim, o projeto teve R$ 29,92 milhões aprovados pela ANEEL, com economia estimada de 12.393,72 MWh por ano e redução de 1.565,81 kW na demanda no horário de ponta.

Outro destaque é o projeto de eficiência energética da Kordsa do Brasil, desenvolvido pela Neoenergia Coelba, na Bahia.

Com valor aprovado de aproximadamente R$ 2,12 milhões, a iniciativa contempla a modernização de sistemas de iluminação, climatização e motores industriais, além da implantação de controles de velocidade e automação.

O projeto apresenta economia estimada de 7.172,57 MWh anuais e redução de 841,50 kW na demanda no horário de ponta.

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Wagner Freire
Sobre o autor
Wagner Freire

Wagner Freire é jornalista graduado pela FMU. Atuou como repórter no Jornal da Energia, Canal Energia e Agência Estado. Cobre o setor elétrico desde 2011. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

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