A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que a bandeira tarifária será amarela no mês de maio. Com isso, todos os consumidores brasileiros passarão a pagar um custo adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.
Trata-se da primeira cobrança extra do ano, já que, entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde. Segundo a Agência, a mudança está relacionada à redução das chuvas na transição para o período seco, o que diminui a geração hidrelétrica e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
Para os próximos meses, o mercado projeta a manutenção da bandeira amarela em junho e a possibilidade de adoção da bandeira vermelha patamar 1 a partir de julho, conforme explica Fred Menezes, diretor de Comercialização da Armor Energia.
“O cenário é influenciado não só pelo fim do período úmido, mas também por um modelo de preços mais avesso ao risco, o que eleva a necessidade de despacho de usinas térmicas diante da menor disponibilidade hídrica”, disse ele.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo sinalizar ao consumidor o custo da geração de energia no SIN (Sistema Interligado Nacional) em cada período.
Mensalmente, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) avalia as condições de operação e define a estratégia de geração necessária para atender à demanda, estimando os custos que podem ser repassados às tarifas.
As bandeiras são classificadas em quatro níveis: verde, amarela e vermelha (patamares 1 e 2), e refletem a variação do custo da energia ao longo do tempo.
- Bandeira verde: sem cobrança adicional;
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Bandeira vermelha patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.
ANEEL divulga calendário de acionamento das bandeiras tarifárias para 2026
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