Baterias EV podem ter segunda vida útil e lucrativa

Ian Mathews, disse que a viabilidade do armazenamento da baterias EV de segunda vida dependeria dos regimes regulatórios
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As baterias de veículos elétricos usadas ​​podem ser reaproveitadas para armazenar eletricidade gerada por usinas solares de grande escala, é o que afirma pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Segundo o estudo, foi usado um modelo semi-empírico para estimar a degradação da bateria e concluíram que a operação desses dispositivos de armazenamento agregado com 15 a 65% da carga total prolongaria sua segunda vida útil.

“Essa descoberta desafia algumas suposições anteriores de que o funcionamento inicial das baterias com capacidade máxima traria mais valor. Portanto, mesmo os dispositivos que perderam 80% de sua capacidade original poderiam oferecer uma melhor perspectiva de investimento para projetos de armazenamento de energia fotovoltaica”, afirmaram os cientistas.

O co-autor da pesquisa, Ian Mathews, disse que a viabilidade do armazenamento da baterias EV de segunda vida dependeria dos regimes regulatórios e de definição de taxas sob os quais eles operariam.

“Por exemplo, algumas regras locais permitem que o custo dos sistemas de armazenamento seja incluído no custo geral de um novo suprimento de energia renovável, para fins de definição de tarifas, e outros não”, comentou o acadêmico.

Segundo Mathews, são necessários estudos-piloto de longo prazo para avaliar o potencial de tais sistemas. “Além disso, a reutilização bem-sucedida também exigiria a adesão de fabricantes de veículos elétricos, empresas de armazenamento de energia e desenvolvedores de projetos solares”, concluiu.

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Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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