Sistema impresso em 3D acelera teste de células solares de horas a minutos

A máquina consegue analisar até 16 amostras de células à base de perovskita simultaneamente
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Sistema impresso em 3D acelera teste de células solares de horas a minutos

Os testes de novos projetos para células solares agora podem ser feitos em horas, ao em vez de dias, graças a uma nova máquina construída por cientistas australianos.

Os especialistas criaram um sistema impresso em 3D que pode analisar 16 amostras de células à base de perovskita simultaneamente, acelerando assim o processo de desenvolvimento.

“Nossa nova instalação tem capacidade para testar milhares de células solares em um único dia, colocando-nos à frente de praticamente todos os outros laboratórios de pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo”, disse um dos autores do estudo, realizado pela Universidade Monash.

Porém, de acordo com os pesquisadores, esses resultados são de testes de laboratório em amostras do tamanho de milímetros em condições internas. Portanto, não consideram o processo de fabricação e possível deterioração ao longo do tempo.

“Os conceitos experimentais de alto rendimento se tornarão cada vez mais importantes para a descoberta da próxima geração de materiais energéticos, alimentando a transição para uma economia de energia neutra em carbono”, concluiu o estudo.

Perovskita

A corrida para conseguir a receita certa para as células solares de perovskita é considerado de extrema importância para a transição dos combustíveis fósseis para a geração de energia renovável.

Segundo especialistas, a perovskita é uma alternativa mais eficiente e barata ao silício, atualmente empregado em sistemas fotovoltaicos. Essas células solares já alcançam uma eficiência de 25,2% na conversão de energia luminosa em elétrica, ultrapassando o percentual das células de silício cristalino.

De acordo com Ana Flávia Nogueira, pesquisadora do CINE (Centro de Inovação em Novas Energias), as células de silício só podem ser fabricadas em ambientes com elevado controle de particulados e exigem temperaturas que vão a mais de 1.500 °C.

“Os painéis solares à base de silício são muito caros. Por isso, em nosso laboratório, estamos produzindo filmes de perovskita a partir de soluções, também chamadas de tintas, em temperatura ambiente”, acrescentou Ana.

Imagem de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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