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Brasil deve anunciar Programa Crescimento Verde na COP26

Plano foi lançado às vésperas da Conferência das ONU sobre Mudanças Climáticas para “incentivar, apoiar e priorizar

Autor: 28 de outubro de 2021novembro 22nd, 2021Mundo
Brasil deve anunciar Programa Crescimento Verde na COP26

Brasil marcará presença na COP26 com a segunda maior delegação, mas Bolsonaro não estará presente

A 26ª edição da COP será realizada em Glasgow, na Escócia, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro. O evento integra a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e reunirá líderes e delegações do mundo todo para discutir os impactos das mudanças climáticas e as ações para combater as emissões globais de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. 

O Brasil marcará presença na COP26 com a segunda maior delegação dos países participantes, atrás apenas dos EUA, com aproximadamente 100 membros do Governo Federal. Já estão confirmados os ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite; de Minas e Energia, Bento Albuquerque; e das Comunicações, Fábio Faria. 

O presidente Jair Bolsonaro não deve estar presente no evento. “A princípio eu não vou, não. É uma estratégia nossa, o nosso ministro do Meio Ambiente [Joaquim Leite] vai. E é um local que nós já assumimos compromisso, estamos cumprindo”, afirmou em entrevista à TV A Crítica.

Segundo o ministro da Economia Paulo Guedes, em entrevista à CNN Internacional, será anunciado na COP26 um pacote bilionário em “infraestrutura verde”. 

“Estaremos em Glasgow [na COP26] anunciando nosso Programa de Crescimento Verde, nossa total responsabilidade e comprometimento e nossa prestação de contas ao desafio das mudanças climáticas. Será um anúncio de US$ 2,5 bilhões com infraestrutura sustentável. Sabemos que o futuro é verde e digital. O Brasil é uma potência verde e o quarto maior mercado digital do mundo”.

O Programa Nacional de Crescimento Verde, citado por Guedes, foi anunciado pelo governo na última segunda-feira (25), visando “aliar redução das emissões de carbono, conservação de florestas e uso racional de recursos naturais com geração de emprego verde e crescimento econômico”. 

O comunicado, no entanto, não detalha como pretende atingir estes objetivos. “O lançamento é para deixar claro como o Brasil tem R$ 400 bilhões na direção verde, investimentos e financiamentos bastante robustos se compararmos com os outros países do mundo. Temos número bastante relevante de recursos”, declarou o ministro Joaquim Leite, no anúncio.

Instituto representa energia solar brasileira 

Além da delegação brasileira, o Brasil também estará representado na COP26 pelo Instituto Favela da Paz, um dos 17 projetos de sustentabilidade selecionados pelo Green Building para se apresentarem no evento. 

Localizado na periferia da zona sul da cidade de São Paulo (SP), o projeto foi idealizado por um morador da comunidade do Jardim Nakamura, Fábio Miranda, e atende mais de 10 mil moradores da periferia da região com atividades sustentáveis. 

Entre os destaques da ação do instituto está o uso de painéis solares fotovoltaicos instalados na comunidade que geram energia suficiente para atender à demanda de sete famílias, e também o projeto de reaproveitamento de matéria orgânica, como restos de alimentos, transformando-a em gás metano (usado na cozinha). O gás é reaproveitado pelos moradores da comunidade.

Rede solar conectando 140 países 

Um dos anúncios preparados pela Índia para o COP26 é o empreendimento intitulado Green Grids Initiative – One Sun One World One Grid (GGI-OSOWOG). Segundo o portal Quartz, o projeto é desenvolvido em parceria com o Reino Unido e interligará uma enorme rede solar a 140 países. 

O objetivo é capturar a energia solar o tempo todo, onde quer que o sol esteja brilhando no mundo, e distribuir para as áreas do planeta que mais precisam através de cabos de alta tensão que atravessem continentes e até mesmo oceanos. 

Mais detalhes devem ser anunciados no COP26. O ambicioso projeto, no entanto, ainda está em fases iniciais e deve enfrentar desafios financeiros e políticos, segundo a reportagem do Quartz.

EUA e China

A COP26 marca a volta dos Estados Unidos como participante do Acordo de Paris – a nação havia saído do tratado durante o governo de Donald Trump. O país é o segundo maior emissor de gases causadores do efeito estufa, atrás somente da China. 

Já o governo chinês, que também estará na COP26, anunciou nesta terça-feira (26) um comunicado com o novo plano para promover energias renováveis e combustíveis menos poluentes, garantindo que vai atingir o pico das emissões de carbono na atmosfera até 2030. 

O objetivo do governo Xi Jinping é que a partir desta data, as emissões caiam gradativamente até 2060, quando a China se compromete a atingir a neutralidade.

O que é a COP26?

Sigla para Conferência das Partes, a COP26 faz parte da 26ª Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. O encontro, que ocorre anualmente e existe desde 1994, tem como objetivo discutir as mudanças climáticas. 

Na edição de 2021, 200 países deverão apresentar planos de corte de emissões de combustíveis fósseis até 2030, como parte do Acordo de Paris firmado em 2015. 

Nele, as nações se comprometeram a chegar na neutralidade das emissões de carbono na atmosfera para manter o aquecimento global inferior aos 2º C acima dos níveis pré-industriais em 2050 – tentando ao máximo atingir “somente” 1,5ºC. Com esse resultado, seria possível evitar consequências mais drásticas para o planeta.

Outro destaque da COP26 deve ser o debate sobre a diminuição e até fim da utilização de energia de combustíveis fósseis, como o carvão mineral, uma das principais matérias-primas ainda em uso no mundo. O Extinction Rebellion, um dos grupos ativistas que devem marcar presença no evento, exige o fim imediato do uso de combustíveis fósseis.

Aline Guevara

Aline Guevara

Atuou como repórter para a VEJA Campinas, a editora Top.co e a revista Viva Saúde. Possui experiência como apresentadora, produção de vídeo, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o mercado fotovoltaico desde 2021. Jornalista graduada pela PUC-Campinas.

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