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Brasil promete zerar desmatamento em 2028 e reduzir 50% das emissões até 2030

Ministro do Meio Ambiente apresentou as metas na abertura da participação do Brasil na COP26

Autor: 1 de novembro de 2021novembro 22nd, 2021Mundo
Brasil promete zerar desmatamento em 2028 e reduzir 50% das emissões até 2030

Anúncio em Glasgow, na COP26, antecipou as metas previamente estabelecidas

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciou nesta segunda-feira (1) novas metas climáticas: o Brasil vai zerar o desmatamento ilegal até 2028 e reduzir em 50% as emissões de gases poluentes até 2030.

O comunicado foi feito na abertura da participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP26, iniciada no último domingo (31) e que segue até dia 12 em Glasgow, na Escócia.

O anúncio antecipou as metas previamente estabelecidas. “As contribuições do Brasil para superar o desafio estão postas. Não faltará empenho do governo federal para chegar a um resultado positivo. Apresentamos hoje uma nova meta climática mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030 e a neutralidade de carbono até 2050”, disse Leite.

Ainda segundo o ministro, a conferência marca “uma transição do debate das promessas climáticas para a criação de empregos verdes”. “Realizamos encontros bilaterais prévios com mais de 60 países, atuando como país articulador, buscando o diálogo e pontos de convergência. Também conduzimos dezenas de reuniões técnicas, coletando subsídios que culminaram numa estratégia de negociação para defender o interesse nacional e posicionar o Brasil como país fundamental nessa nova agenda verde mundial”, disse.

“No combate à mudança do clima, fazemos parte da solução e não do problema”, disse Jair Bolsonaro em vídeo enviado para ser exibido na Conferência. O presidente não está presente na cúpula e deixou a delegação brasileira sob o comando de Leite.

“Temos que agir com responsabilidade buscando soluções reais para uma transição que se faz urgente. […] Os resultados alcançados pelo nosso país até 2020 demonstram que podemos ser ainda mais ambiciosos”, completou.

O governo brasileiro busca convencer as outras lideranças mundiais da seriedade das metas estipuladas, uma vez que é muito criticado por suas políticas ambientais. De acordo com o relatório mais recente do Observatório do Clima, apesar da pandemia, o país aumentou em 9,5% a emissão de gases de efeito estufa em 2020. Na contramão, durante o mesmo período, o mundo registrou uma queda de 7%.

ONU pede prioridade para tecnologias renováveis

Na abertura da COP26, o presidente da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Abdulla Shahid, discursou destacando que “simplesmente não se tem feito o suficiente”. Ele pediu prioridade para o uso de tecnologias renováveis.

“Em primeiro lugar, as tecnologias renováveis estão agora entre as mais baratas do planeta e contam com forte apoio público. Com a notícia de que o financiamento do clima não alcançará a meta prometida de US$ 100 bilhões anuais até 2023, devemos acelerar nossos esforços para garantir que todos os países tenham acesso às mais recentes inovações tecnológicas”.

Ambientalistas querem energia 100% renovável até 2040

Em paralelo à COP26 em Glasgow, discussões sobre a importância das energias renováveis ganham força entre ambientalistas. Recentemente a Climate Action Network Europe defendeu que a Europa deve apostar em energia solar e eólica para evitar o agravamento das consequências das mudanças climáticas e quer uma transição rápida e sustentável até 2040.

“Podemos e devemos atingir um sistema de energia 100% renovável até 2040 e, ao mesmo tempo, atender às metas ambientais e sociais. A produção total de energia exclusivamente renovável até 2035 deveria estabelecer-se como meta vital. A Europa tem um potencial doméstico largamente inexplorado para as energias renováveis que constitui uma oportunidade imperdível”, afirmou Wendel Trio, diretor da CAN Europe.

Aline Guevara

Aline Guevara

Atuou como repórter para a VEJA Campinas, a editora Top.co e a revista Viva Saúde. Possui experiência como apresentadora, produção de vídeo, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o mercado fotovoltaico desde 2021. Jornalista graduada pela PUC-Campinas.

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