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Início / Notícias / Confira os resultados do planejamento para o setor elétrico até 2029

Confira os resultados do planejamento para o setor elétrico até 2029

Estudo, divulgado pelo ONS, prevê investimentos totais de R$ 7,6 bilhões
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  • Foto de Mateus Badra Mateus Badra
  • 30 de dezembro de 2024, às 09:17
4 min 1 seg de leitura
Confira os resultados do planejamento para o setor elétrico até 2029
Matriz elétrica nacional possui cerca de 90% da sua energia gerada por fontes renováveis. Foto: Freepik

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) divulgou, na última sexta-feira (27), os resultados do Sumário Executivo do Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do Sistema Interligado Nacional – PAR/PEL 2024 para o horizonte de 2025 a 2029.

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O conjunto de obras indicado no ciclo 2025-2029 inclui cerca de 1.260 km de novas linhas de transmissão, além de 14.750 MVA de novos transformadores em subestações novas e existentes. Os investimentos estimados para estas obras são de R$ 7,6 bilhões, sendo que R$ 5,8 bilhões são empreendimentos novos.

A ampliação dos limites de intercâmbio entre os subsistemas é um dos pontos destacados no estudo. A capacidade de exportação das regiões Norte/Nordeste para as regiões Sudeste/Centro-Oeste, durante o período de ponta do sistema, poderá ter um acréscimo de 30% até o final de 2029, saindo de 15.600 MW, estimados para janeiro de 2025, para 20.500 MW. 

Já a capacidade de exportação do Sudeste/Centro-Oeste para o Sul deve aumentar em cerca de 20%, no mesmo período: de 10.500 MW (janeiro de 2025) para 12.500 MW (dezembro de 2029). O incremento da capacidade de intercâmbio é um fator positivo para o maior aproveitamento da geração renovável não-hídrica disponível na região Nordeste.

O Sumário Executivo do PAR/PEL 2024 também aborda uma das principais transformações no planejamento e operação do SIN: o aumento da participação da MMGD (micro e minigeração distribuída). 

A capacidade instalada de MMGD ultrapassa, em 2024, a marca de 33 GW e apresenta uma projeção de mais de 49 GW em 2029, o que a consolidará como a segunda maior fonte de geração no país. A expansão da MMGD impõe desafios consideráveis à operação do sistema elétrico, dentre os quais destacam-se a necessidade de maior flexibilidade operativa, a gestão de restrições na rede de transmissão e o suporte para o desempenho dinâmico do sistema.

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Impacto da MMGD

O documento destaca ainda o impacto da MMGD na curva de carga líquida do SIN, no carregamento das transformações de fronteira e os desafios associados. O estudo aponta o número de subestações que apresentam possibilidade de fluxo reverso de potência ativa. 

Uma das principais conclusões neste cenário de expansão da geração conectada diretamente às redes de distribuição é a necessidade de as distribuidoras assumirem um papel mais ativo, atuando como operadores dos sistemas de distribuição (DSOs) e de forma coordenada com o ONS. Essa atuação é essencial para garantir a eficiência e segurança da operação do SIN em um contexto de crescente descentralização dos recursos de geração.

Os principais números apresentados indicam que a previsão para a demanda máxima de carga para o SIN, em 2029, é de 120 GW, um avanço de 12% ante o verificado em 2024. A capacidade instalada de geração deve chegar, em dezembro de 2028, a 251,6 GW, sendo 57,6 GW referentes a usinas eólicas e solares fotovoltaicas centralizadas. 

A perspectiva de aceleração na demanda de energia, provocada pela expansão de segmentos como hidrogênio verde e data centers, traz desafios para o SEB, assim como oportunidades. O perfil da matriz elétrica nacional, com cerca de 90% da sua energia gerada por fontes renováveis, tem tornado o país atrativo para a instalação de projetos de data centers usados em serviços de Inteligência Artificial, por exemplo. 

Os projetos apresentam um perfil de consumo constante e elevado em todos os horários e dias, e os investidores têm manifestado interesse em se conectarem ao sistema no horizonte do PAR/PEL 2024.

O estudo traz, de forma preliminar, uma lista de ações necessárias para atender as demandas iniciais de integração, sendo destacada a necessidade de aprimoramentos em todo o processo de conexão de grandes blocos de carga, para suportar a segurança e a eficiência do sistema diante das rápidas transformações em curso.

Sobre o PAR/PEL

O Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do SIN – PAR/PEL tem como objetivo avaliar o desempenho do SIN, no horizonte de cinco anos, para que a operação futura seja realizada com níveis adequados de segurança, com aderência aos critérios de confiabilidade estabelecidos nos Procedimentos de Rede.

Segundo o ONS, o plano contém as indicações de obras necessárias para o pleno atendimento à demanda, à integração das novas usinas geradoras e ao funcionamento do setor elétrico no médio prazo. O Sumário Executivo do PAR/PEL 2024 está disponível no site do ONS, na seção “Energia no Futuro – Suprimento Elétrico”.

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CS Consultoria ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) planejamento setor elétrico brasileiro
Foto de Mateus Badra
Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.
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