A adoção do Fast Track para sistemas de geração distribuída de pequeno porte está abrindo espaço para novas configurações de projetos fotovoltaicos.
Nesse cenário, o SolarUnit, da DAH Solar, aparece como um exemplo de solução cuja arquitetura modular pode possibilitar o ajuste de potência instalada ao limite de 7,5 kW previsto para esse tipo de enquadramento.
De acordo com a equipe técnica da fabricante, os principais modelos do SolarUnit disponíveis atualmente no Brasil possuem potências de 1,5 kW e 2 kW. A combinação desses equipamentos permite chegar aos 7,5 kW de diferentes maneiras, como cinco unidades de 1,5 kW ou três unidades de 2 kW combinadas a uma de 1,5 kW.
“O SolarUnit possui recursos de gerenciamento de potência e controle de exportação por meio da DTU (Data Transfer Unit), utilizando TCs (Transformadores de corrente). Essa característica permite adequar o comportamento do sistema às necessidades da instalação e, quando aplicável, implementar uma estratégia de limitação de exportação”, explicou Phiilipe Boaventura, Gerente técnico Latam para baterias e conversores da DAH Solar.
Segundo Boaventura, a arquitetura permite ao integrador adequar a potência instalada às características da residência e às exigências do Fast Track. A medição por TC conectada à DTU (Data Transfer Unit) também possibilita monitorar o fluxo de energia e realizar o controle de potência e exportação quando necessário.
Para ele, a combinação entre o SolarUnit e Fast Track é voltada principalmente a projetos residenciais e pequenas instalações comerciais com perfil de consumo compatível com sistemas de até 7,5 kW.
Boaventura explica que a aplicação ganha relevância especialmente em regiões onde a inversão de fluxo se tornou um obstáculo para a conexão de novos sistemas de geração distribuída. Entre os exemplos citados está Minas Gerais.

“Cada unidade de geração opera de forma independente, permitindo maior flexibilidade no dimensionamento e reduzindo o impacto de eventuais indisponibilidades individuais”, disse.
Nos projetos residenciais, Boaventura destaca ainda a importância de considerar o perfil de consumo para adequar a geração à demanda da unidade consumidora e buscar maior aproveitamento local da energia produzida.
“Vemos o SolarUnit como uma solução particularmente interessante para residências que buscam uma instalação modular, com alto nível de monitoramento, flexibilidade de dimensionamento e possibilidade de integração futura com soluções de armazenamento”, afirmou.
Cuidados no dimensionamento
Em relação aos cuidados no dimensionamento de um projeto Fast Track, Boaventura destaca alguns pontos que devem ser observados pelo integrador:
Limite de potência e enquadramento: respeitar o limite de 7,5 kW de potência instalada de geração e verificar se o projeto atende às demais condições estabelecidas para o autoconsumo local no Fast Track.
Perfil de consumo: avaliar as características de consumo da unidade e dimensionar o sistema buscando uma elevada taxa de autoconsumo.
“Isso é especialmente importante porque, ao optar pelo Fast Track, o consumidor não poderá alocar ou realocar excedentes ou créditos de energia para outra unidade consumidora”, frisou.
Aspectos técnicos da instalação: dimensionar corretamente a quantidade e a potência dos SolarUnits, verificar a configuração elétrica da instalação e a capacidade da conexão, além de garantir a instalação adequada dos dispositivos de medição e comunicação utilizados para o controle de potência.
Por fim, Boaventura aponta o armazenamento de energia como uma possibilidade para clientes que buscam ampliar o autoconsumo e reduzir a dependência da rede. Segundo ele, a integração do SolarUnit com bateria e Smart PCS permite armazenar parte da energia excedente e utilizá-la posteriormente nos períodos de maior demanda, aumentando o aproveitamento local da geração.
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