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Especialistas destacam principais tecnologias fotovoltaicas para 2021

Profissionais do setor debateram o tema durante a GoodWeek

Autor: 19 de março de 2021Mundo
Especialistas destacam principais tecnologias fotovoltaicas para 2021

“Qual a principal novidade tecnológica que estamos vendo em módulos? O tamanho das células que estamos usando para construir os painéis”. É o que afirmou Antoni Viladot Blasi, technical product manager da Canadian Solar. 

O especialista participou da GoodWeek, evento online promovido pela fabricante de inversores GoodWe em parceria com o Canal Solar, que tratou, entre outros assuntos, das principais tendências tecnológicas para o setor solar em 2021.

“A Canadian, por exemplo, quando começou a fabricar módulos, em 2001, começou usando células de tamanho pequeno, de 125 mm. No ano de 2010, trabalhamos com células de 156 mm, que se tornaram um standard de tamanho até praticamente hoje. Em 2017, já começamos com tecnologia half-cell, e em 2018 fomos uma das primeiras a lançar células com 166 mm”, apontou Blasi. 

“Em 2020, lançamos os painéis com 158 mm e 166 mm, e para este ano serão os de 182 mm e 210 mm. Essas mudanças possuem um impacto direto em todos os elementos do sistema fotovoltaico, pois estamos aumentando o tamanho das células – o que traz uma alteração nos parâmetros elétricos das placas solares”, disse o executivo. 

“Como vocês sabem, a corrente gerada numa célula fotovoltaica é diretamente proporcional a superfície da célula, ou seja, aumentando o tamanho da mesma estamos gerando maior corrente e isso afeta na potência de entrada dos inversores”, explicou.

Portanto, de acordo com ele, é essencial que essas mudanças que estamos vendo na tecnologia de módulos seja acompanhada por todos os players do mercado e também pelos integradores que precisam adaptar os seus projetos a esses avanços tecnológicos. 

Tipos de módulos

Alexandre Pereira, service manager da GoodWe, também participou do evento e destacou sobre as tendências globais de aplicações para 2021.

Até o ano passado, o padrão mais popular utilizado de módulos era de 1000 V ou 1100 V. No entanto, tivemos uma mudança no tipo de sistema de grande porte. Passam-se a aplicar agora projetos com módulos em 1500 V. Para isso, é preciso ter um inversor compatível para viabilizar a instalação”, comentou Pereira. 

“Qual a solução da GoodWe para esta situação? É a linha HT, uma linha de inversores de 100 a 250 kW compatíveis com os painéis de alta potência – que possuem uma corrente mais alta de trabalho na qual o inversor precisa ser capaz de absorver para evitar um desperdício de energia”, relatou o especialista.

Então, segundo ele, a tendência de mercado dos módulos acima de 500 W é a de ter uma corrente de trabalho de 13 a 15 A, e às vezes 17, 18 A. “No caso, os inversores HT suportam 15 A por entrada de string”, completou. 

Solução para projetos flutuantes

Com relação às UFFs (usinas solares flutuantes) – também uma tendência de mercado – Alexandre Pereira comentou que no Brasil esses projetos podem estar ainda no processo de desenvolvimento, mas na China já é muito comum.

“Têm algumas observações que precisamos nos atentar, uma delas é a manutenção. Não podemos espalhar os inversores, pois os mesmos ficariam de difícil acesso. Teríamos que pegar um barco para fazer o deslocamento e realizar os reparos, além da fiação que seria mais complexa”, exemplificou o service manager da GoodWe.

“A solução da GoodWe é realizar uma instalação centralizada dos inversores, facilitando a manutenção e reduzindo o custo de cabeamento, principalmente cabeamento CA”, concluiu.

Aplicações off-grid

Outro especialista convidado para participar da GoodWeek foi Márcio Takata, diretor da Greener. Ao longo do evento online, ele discorreu sobre mais uma tecnologia do setor elétrico que apresenta um potencial de crescimento enorme no Brasil: as aplicações off-grid.

“É um segmento menos controlado por regulação, já que não está conectado à rede elétrica. É uma área que vem avançado e tem um potencial bastante importante nos próximos anos, sobretudo porque temos no Brasil locais com acesso limitado de energia. Na Amazônia, por exemplo, mais de um milhão de pessoas não possuem acesso à eletricidade”, disse Takata. 

Para o executivo, o avanço do agronegócio também vai impulsionar muito esse segmento de aplicações off-grid, desde aplicações para pequenas instalações até soluções híbridas, com diesel e fotovoltaico, ainda mais num período de elevação de custos do combustível.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de dois anos, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

Um comentário

  • Vegno Ribeiro De Almeida disse:

    Tenho on grid de 600 kwh e gostaria de ter off para horas sem energia da concessionária, o problema são as baterias estacionárias que são caras, de vida curta e que a porcentagem de uso é de apenas 30% da carga. Não entendo porque empresários brasileiros ainda não se tocaram das de lithiun.
    A regulamentação e a carga tributária não ajudam.

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