O NE (Escritório de Energia Nuclear) dos Estados Unidos anunciou a abertura do DOME (Demonstration of Microreactor Experiments), primeira instalação do mundo dedicada ao desenvolvimento, teste e demonstração de microrreatores nucleares avançados.
Localizado no INL (Idaho National Laboratory), o projeto é conduzido pelo NRIC (National Registration Identity Card) e já está disponível para uso por empresas privadas.
A estrutura foi projetada para acelerar a validação de tecnologias nucleares emergentes, oferecendo um ambiente seguro para experimentos com reatores de até 20 MW de potência térmica.
O objetivo é reduzir custos, prazos e riscos associados ao desenvolvimento dessas soluções, além de gerar dados técnicos para processos de licenciamento comercial.
Infraestrutura
O DOME possui uma cúpula de aproximadamente 30 metros de altura e 24 metros de diâmetro, construída a partir da estrutura de contenção reaproveitada do antigo Reator Experimental de Reprodução II. A instalação permite a execução de testes em condições reais de operação, com monitoramento contínuo de desempenho.
Segundo o Departamento de Energia dos EUA, o centro integra a estratégia nacional de fortalecimento da liderança em tecnologias nucleares avançadas, com foco em segurança energética e inovação industrial.
Aplicações e mercado
Os microrreatores são sistemas nucleares compactos, projetados para produção de até 20 MW térmicos, podendo gerar eletricidade ou fornecer calor diretamente. Devido à sua portabilidade e capacidade de operação independente, essas tecnologias são consideradas estratégicas para:
- Microrredes isoladas
- Comunidades remotas
- Operações militares
- Centros de dados
- Aplicações marítimas e espaciais
O modelo também surge como alternativa para substituição de geradores a diesel em regiões com acesso limitado à rede elétrica.
Testes
A empresa Radiant será a primeira a utilizar a instalação, com testes programados para o microrreator Kaleidos. A campanha terá duração de aproximadamente um ano, com início da fase preparatória ainda nesta primavera e previsão de operação inicial no verão do hemisfério norte.
O acesso ao DOME ocorre por meio de um processo competitivo anual, que avalia critérios como maturidade tecnológica, disponibilidade de combustível, estratégia regulatória e capacidade de financiamento dos projetos.
Próximos passos
O lançamento do DOME ocorre em um momento de expansão global das tecnologias nucleares avançadas. A iniciativa busca acelerar a transição de conceitos para aplicações comerciais, conectando inovação tecnológica a necessidades do mercado energético. A próxima chamada para projetos interessados em utilizar a infraestrutura será aberta ainda neste ano.
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