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Indústria fotovoltaica da China enfrenta dificuldades por aumento de preços

A CPIA (Associação da Indústria Fotovoltaica da China) emitiu um apelo para que os contratos sejam cumpridos

Autor: 17 de junho de 2021Mundo
Indústria fotovoltaica da China enfrenta dificuldades por aumento de preços

CHINA. Nos últimos dias, a indústria fotovoltaica da China está passando por dificuldades devido à demanda do mercado e as recentes movimentações de fabricantes de material de silício. Algumas empresas do setor criaram, de forma deliberada, a ilusão de uma séria escassez de polissilício e wafers de silício, incentivando intermediadores a acumular e elevar os preços dos produtos. 

Desde então, o preço do polissilício teve alta de 149% e o preço do wafer de silício aumentou em 56%, segundo Aikosolar, produtora de células solares de silício cristalino. Estatísticas preliminares mostram que o estoque da indústria em abril e maio aumentou 61,8% em relação ao final do primeiro trimestre deste ano, atingindo 68,6 GW.

Há poucos dias, a Aikosolar publicou um artigo denunciando o fornecimento insuficiente de matérias-primas, a alta demanda e o aumento acentuado dos preços de materiais de silício.  De 2013 ao primeiro semestre de 2021, a empresa estava em plena produção e vendas. Entretanto, desde abril deste ano, sua operação caiu 60%.

Em abril, algumas empresas fornecedoras de polissilício convidaram empresas do setor fotovoltaico a realizar lances semanais. O preço do lance mais alto foi usado com referência na semana seguinte, o que provocou uma alta drástica no preço do polisilício.

O rápido aumento dos preços levou empresas globais a seguirem o exemplo, levando a um aumento de 37,2% no preço do polissilício e 23,5% no preço dos wafers de silício.

Devido à mudança de “preços mensais” para “preços semanais” dos produtos e o acúmulo de materiais pelos intermediadores, muitas empresas viram sua operação cair violentamente e precisaram renegociar o contrato com os fornecedores antes que um novo reajuste ocorresse.

Durante a SNEC 2021, realizada em Xangai de 2 a 4 junho de 2021, representantes da indústria fotovoltaica chinesa realizaram reuniões para discutir medidas para evitar o aumento do preço e entraram em um consenso de não comprar polissilício mais caro em grandes quantidades. Porém, esperam que o preço do produto caia naturalmente. 

Niu Xinwei, CEO da JA Solar, disse que embora alguns fabricantes tenham cotado um preço de comércio de 220 yuans (aproximadamente U$ 34) por quilo para o polisilício, no geral, o fornecimento de polisilício, de produtos semi acabados e em circulação, e de produtos intermediários no segundo semestre do ano é considerado suficiente. 

Do ponto de vista dos fabricantes de componentes, especialmente empresas de primeira linha, seus pedidos de compra de longo prazo não serão aceitos em alto nível. Ademais, os fabricantes de polissilício ainda precisam determinar o preço adequado de acordo com a demanda real.

CPIA emite apelo para que os contratos sejam cumpridos

Com a alta do preço do polisilício, do wafer de silício e os impactos causados na indústria fotovoltaica, principalmente na redução da operação e produção da indústria, a CPIA (China Photovoltaic Industry Association – Associação da Indústria Fotovoltaica da China) publicou um apelo recomendando que todos os membros e empresas fotovoltaicas cumpram as leis e regulamentos.

Além disso, orientam que eles operem de forma racional, respeitando o espírito do contrato e resistam ao acúmulo excessivo de produtos de polissilício e wafer de silício. 

A associação chinesa pediu ainda que comportamentos de aumento de preços e comportamentos especulativos que não estão em suas próprias necessidades de produção e operação sejam igualmente evitados, assim como, resistir ao comportamento inadequado da concorrência maliciosa, como o dumping de baixo custo de componentes.

Com isso, é esperado que o preço dos materiais de silício possa retornar à faixa normal o mais rápido possível e, em conjunto, ocorra a promoção do desenvolvimento saudável e sustentável da indústria.

Carlos Chen

Carlos Chen

Jornalista da CMG (China Media Group), empresa estatal de rádio e televisão da China. Correspondente na BandNews e no Canal Solar, reportando noticias do Brasil e América Latina para a China e notícias da China para o Brasil. Formado em Relações Internacionais.

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