O preço da energia no Mercado Livre entrou em trajetória de queda desde abril, abrindo uma janela de oportunidade para agentes que ainda estão descontratados no segundo semestre.
O movimento é especialmente positivo em um momento em que diversas comercializadoras e consumidores livres enfrentam dificuldades para comprar energia, em razão da menor liquidez observada no mercado.
No início de abril, o produto com entrega em julho era negociado em torno de R$ 270/MWh. Dados das negociações realizadas na BBCE (Balcão Brasileiro De Comercialização De Energia) no início deste mês mostram que o mesmo produto passou a ser negociado na faixa de R$ 128/MWh, uma queda de 52,6%.
A retração também foi observada nos contratos para o terceiro trimestre. Entre a última semana de junho e a primeira semana de julho, o preço recuou de R$ 187/MWh para R$ 164/MWh, redução de 12,3%.
Segundo Eduardo Rossetti, diretor-executivo de Produtos, Comunicação, Marketing e Relações Institucionais da BBCE, a combinação entre condições hidrológicas mais favoráveis, níveis elevados dos reservatórios e uma demanda menor por energia tem pressionado as cotações para baixo.
O movimento, segundo ele, ganhou força na semana passada após a divulgação do CMO (Custo Marginal de Operação) para a semana operativa de 4 a 10 de julho, que ficou zerado em praticamente todos os submercados do país.
“Segundo agentes que operam na BBCE, o mercado pode ter antecipado a divulgação do CMO. A única exceção foi a região Norte, onde o Custo Marginal de Operação ficou em R$ 289,25/MWh devido a restrições locais de atendimento”, afirmou Rossetti.
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