A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, o resultado chegou a R$ 3,34 bilhões, crescimento de 19,5%.
O EBITDA, indicador que mede a geração de caixa operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 3,5 bilhões entre abril e junho, avanço de 17,4% na comparação anual. Já a receita operacional líquida somou R$ 11,1 bilhões, alta de 5,3%.
Apesar do avanço dos resultados consolidados, o segmento de geração e gestão de energia segue impactado pelo curtailment, como são conhecidas as restrições de geração determinadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
A companhia indicou que pretende aderir ao termo de compromisso relacionado à compensação financeira por cortes de geração ocorridos antes de novembro de 2025.
O mecanismo foi regulamentado recentemente pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e estabelece procedimentos para o tratamento dos prejuízos relacionados às restrições de geração elegíveis à compensação. Segundo a companhia, o curtailment permanece entre os principais assuntos acompanhados pela empresa.
Transmissão tem salto no lucro
Entre as áreas de atuação da CPFL, a transmissão apresentou a maior variação no período. O lucro líquido passou de R$ 39 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 169 milhões neste ano, crescimento de 331,9%.
O EBITDA do segmento chegou a R$ 400 milhões, alta de 134,2%. No primeiro semestre, o lucro da transmissão somou R$ 325 milhões, avanço de 48,4%. Na distribuição, principal negócio do grupo, o lucro líquido atingiu R$ 909 milhões entre abril e junho, crescimento de 7,3%. No semestre, foram R$ 2,17 bilhões, alta de 11,7%.
Investimentos chegam a R$ 2,7 bilhões
A CPFL investiu R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, 7,4% acima do registrado no mesmo período de 2025. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, os aportes chegaram a R$ 2,7 bilhões, crescimento de 4,8%.
A dívida líquida encerrou o período em R$ 32,5 bilhões, alta de 19,2% em relação aos R$ 27,2 bilhões registrados um ano antes. A relação entre dívida líquida e Ebitda passou de 2,07 para 2,36 vezes.
Baterias também estão no radar
Além dos resultados financeiros, a CPFL acompanha os próximos leilões do setor elétrico. A companhia sinalizou interesse em avaliar oportunidades tanto em transmissão quanto em armazenamento de energia. A empresa cadastrou projetos e considera o segmento de baterias um negócio a ser avaliado, comparando seu perfil de risco ao da transmissão.
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