O número de consumidores que migraram para o mercado livre de energia somou 4.827 unidades no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta semana pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
O volume representa uma queda de 36,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 7.603 migrações, indicando uma desaceleração após o forte ciclo de expansão observado em 2024 e 2025.
No mercado livre, os consumidores podem escolher o fornecedor de energia, negociar preços, prazos e condições contratuais, o que amplia a competitividade e abre espaço para redução de custos operacionais.
Em nota, a CCEE avaliou que o mercado passa por um movimento natural de acomodação após a abertura total do segmento de alta tensão.
“Após a rápida expansão das migrações ao mercado livre em 2024 e 2025, os dois primeiros anos da abertura do segmento para toda a alta tensão, o ritmo de crescimento passa por um período de acomodação. O volume de novos entrantes segue em patamares elevados na comparação com a média observada até 2023, mas em uma cadência mais equilibrada”, destacou a Câmara.
O fato é que o mercado livre se tornou menos atrativo com o aumento considerável dos preços de energia a partir de 2025, reflexo da baixa hidrologia e de mudanças regulatórias nos modelos de formação de preço.
Entre os estados, São Paulo liderou o volume de novas migrações entre janeiro e março, com 1.311 unidades consumidoras. Na sequência aparecem Minas Gerais (387), Rio Grande do Sul (386), Santa Catarina (370) e Paraná (351), reforçando a concentração do crescimento nas regiões Sul e Sudeste. A Bahia também se destacou no Nordeste, com 340 novos consumidores no ambiente livre.
Os segmentos de serviços, comércio, saneamento e alimentos continuam entre os principais responsáveis pelo avanço das migrações.
Dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) apontam que a expectativa para 2026 é de aproximadamente 10 mil novas migrações ao mercado livre. Embora o número siga relevante, ele fica abaixo do registrado nos últimos dois anos: 21.707 migrações em 2025 e 26.834 em 2024.
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