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Ministro Joaquim Leite cobra mais recursos de países ricos na COP26

“A meta de 100 bilhões de dólares não foi cumprida e esse valor já não é mais suficiente”, discursou

Autor: 10 de novembro de 2021novembro 22nd, 2021Mundo
Ministro Joaquim Leite cobra mais recursos de países ricos na COP26

Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, discursou em Glasgow. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, discursou nesta quarta-feira (10) na 26ª COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), em Glasgow na Escócia, e voltou a cobrar dos países desenvolvidos os recursos prometidos para auxiliar outras nações a combater a crise climática. 

Ele reforça sobre a importância que os países – que ainda não atingiram a meta estipulada – mobilizem os recursos necessários para atingir os objetivos desejados dessa conferência. “A meta de US$ 100 bilhões não foi cumprida e esse valor já não é mais suficiente para que o mundo construa uma nova economia verde com transição responsável”.

Leia também: COP26: ministro ressalta importância da energia solar durante crise hídrica

“São necessários volumes mais ambiciosos, de fácil acesso e execução ágil, para que a transformação ocorra de forma inclusiva em cada território ao redor do mundo, prioritariamente em regiões mais vulneráveis em relação a clima e desenvolvimento econômico”, enfatizou Leite.

Em anúncio no início da COP26, o Brasil se comprometeu com zerar desmatamento ilegal até 2028 e também reduzir em 50% das emissões de gases poluentes até 2030.

Em conferência ocorrida na terça-feira (9) no pavilhão Brasil na COP26, e transmitida pelo YouTube do Ministério do Meio Ambiente, Leite já havia argumentado sobre o tema. 

“O Brasil é um país que tem vários territórios com várias características. Algumas regiões precisam de muito apoio para que a transição do combustível fóssil para a energia renovável aconteça”, esclareceu, insinuando a necessidade do incentivo financeiro. 

Ao lado de Leite na conferência, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente do Senado Federal, criticou o desmatamento do país. Ele reconheceu que o país precisa fazer uma mea culpa.

“É muito importante sentarmos à mesa, fixando uma premissa que é verdadeira e que não pode ser ocultada: nós temos um problema grave no Brasil de desmatamento ilegal das nossas florestas. Isso obviamente impacta no que temos de responsabilidade ambiental”, relatou Pacheco.

O senador enfatizou que o desmatamento é responsável pela crise na imagem brasileira perante as outras nações. “É muito importante diagnosticar o problema, reconhecer para o mundo que temos esse problema, mas que estamos na rota da sua solução”, esclarece. Diante da declaração, o ministro não fez comentários.

Pacheco ainda ressaltou a importância da energia fotovoltaica no Brasil no momento atual. “Temos uma verdadeira corrida do ouro no setor de energia solar. Muitas pessoas estão interessadas, muitos investidores de grandes corporações. Não só porque é ambientalmente correta, sustentável e limpa, mas também têm um caráter econômico importante. O futuro é isso: alternativas energéticas que poderão fazer com que possamos desenvolver nossa economia com conservação ambiental”.

Metas globais insuficientes

O rascunho do acordo da COP26, elaborado pelo Reino Unido, indica que as metas climáticas apresentadas pelos países durante a conferência não são suficientes para limitar o aquecimento global a 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais.

O documento, então, faz um apelo aos países para que revisem suas metas climáticas até o final de 2022 e se comprometam com números mais ambiciosos. Segundo o estudo divulgado na COP26, o que foi prometido pelas nações até agora levaria ainda a um aumento de 2,4ºC, resultando em consequências drásticas.

O rascunho também apela para a urgência na revisão no valor do repasse anual dos recursos pelos países ricos para combater a crise climática. O texto também vê o valor de US$ 100 bilhões como insuficiente para auxiliar nações pobres e em desenvolvimento.

Aline Guevara

Aline Guevara

Atuou como repórter para a VEJA Campinas, a editora Top.co e a revista Viva Saúde. Possui experiência como apresentadora, produção de vídeo, entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Acompanha o mercado fotovoltaico desde 2021. Jornalista graduada pela PUC-Campinas.

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