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No que ficar de olho no mercado de armazenamento em 2024

Estudo da BNEF traz panorama para o ano no mercado de armazenamento

Autor: 9 de fevereiro de 2024Mercado
3 minutos de leitura
No que ficar de olho no mercado de armazenamento em 2024

Foto: Envato

Um estudo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) identificou tendências para este ano no mercado de armazenamento. Segundo o estudo, o excesso de produção e de capacidade serão marcas do segmento neste ano. 

Com isso, os preços serão pressionados e podem gerar incômodos na implementação dos sistemas estacionários de baterias.

Preços e mercados

Inicialmente, em relação aos preços, o instituto de pesquisa espera que eles continuem caindo em 2024. A produção de baterias cresceu muito mais do que a demanda das mesmas, causando uma queda nesses valores. Enquanto isso, produtores tentam recuperar os investimentos feitos.

Ao falar sobre a expansão do mercado, a BNEF demonstra otimismo. Os preços baixos são bons tanto para o mercado de baterias estacionárias quanto de veículos elétricos. O acréscimo em baterias estacionárias deve ser na casa de 57 GW (136 GWh), crescimento de 40% em relação a 2023.

Em 2022, o instituto previu que o mercado de armazenamento cresceria 15 vezes até 2030, chegando a marca de 411 GW, ou 1.194 GWh

Além disso, as vendas de veículos elétricos devem bater recordes novamente em 2024, mesmo com a cautela de um mercado desaquecido nos EUA e na Europa.

Melhorias na tecnologia de baterias

Um dos aperfeiçoamentos em baterias para se observar neste ano é o incorporamento de células maiores em um ritmo acelerado. 

Tanto células de fosfato de lítio e ferro (LiFePO4) em sistemas estacionários quanto de células cilíndricas em veículos elétricos têm tido preferência em relação às células de bolsa de lítio.

Além das baterias de Íon-Lítio , outras tecnologias de armazenamento duradouro (LDES) tem um ano importante em 2024. A China se encontra como liderança na pesquisa de LDES, mas EUA, Reino Unido e Austrália também estão trabalhando para o avanço dessas tecnologias.

Em relação a reciclagem de baterias a disponibilidade de novos materiais não mantém o ritmo com a escalada de capacidade de reciclagem, o que faz com que o BNEF espere atrasos nos projetos, ou até mesmo o cancelamento dos mesmos.


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Frederico Tapia

Frederico Tapia

Estudante de jornalismo pela UNESP do campus de Bauru. Possui experiência em produção de matérias jornalísticas.

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