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Nova regra na China: painéis solares deverão ter eficiência mínima de 23,2% e pelo menos 630W 

Medidas fazem parte de um conjunto de normas nacionais obrigatórias que abrangem toda a cadeia produtiva do setor

Canal Solar - Nova regra na China painéis solares deverão ter eficiência mínima de 23,2% e pelo menos 630W

Foto: Ilustração

A China passará a exigir, a partir de 1º de janeiro de 2027, que os módulos fotovoltaicos comercializados no país atendam a novos requisitos mínimos de eficiência energética. Na prática, equipamentos com potência inferior a 630 W (no formato padrão da indústria) deixarão de atender o mercado.

As medidas fazem parte de um conjunto de três normas nacionais obrigatórias sobre consumo e eficiência energética para o setor fotovoltaico, publicadas no fim de junho de 2026:

  • GB 47834-2026: Valores limite e classes de eficiência para módulos e inversores.
  • GB 47835-2026: Limites de consumo de energia para silício monocristalino.
  • GB 29447-2026: Limites de consumo de energia para polissilício e germânio.

Novos requisitos de eficiência para módulos

As normas estabelecem uma classificação de eficiência em três níveis. O Grau 1 representa o maior desempenho, enquanto o Grau 3 passa a ser o requisito mínimo para acesso ao mercado.

Os novos parâmetros mínimos de eficiência por tecnologia são:

  • TOPCon e HJT: Eficiência mínima de 23,2% (bifacialidade mínima de 75% para TOPCon e 85% para HJT).
  • BC (Back Contact): Eficiência mínima de 23,5% (bifacialidade mínima de 70%).

Considerando o tamanho padrão de 1.134 mm × 2.382 mm, esses índices equivalem a uma potência nominal mínima de 630 W. Além disso, a taxa máxima de degradação ambiental induzida por estresse foi limitada em 8,6%.

Inversores e polissilício

Os inversores fotovoltaicos também passam a ser classificados em três níveis de eficiência energética. As normas aprovadas pela China estabelecem requisitos mínimos obrigatórios para a eficiência média ponderada e para a eficiência máxima de conversão dos inversores conectados à rede.

As novas regras também estabelecem limites de consumo de energia para a produção de polissilício. Os produzidos pelo processo à base de triclorosilano, o limite máximo passa a ser de 6,4 kgce/kg, abaixo da média atual do setor, de 7,05 kgce/kg.

Já para o produzido em leito fluidizado de silano, o limite foi definido em 5 kgce/kg, frente à média atual de 4,55 kgce/kg. Com a entrada em vigor das normas prevista para janeiro de 2027, fabricantes de toda a cadeia terão de adequar processos produtivos e produtos aos novos requisitos.

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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