Com informações da Agência Reuters
Os cortes na geração de energia de usinas eólicas e solares provocados pela sobreoferta de eletricidade poderão atingir 40 GW em todos os anos entre 2027 e 2030, segundo estimativa apresentada nesta terça-feira (7) pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
A projeção faz parte do Plano da Operação Energética 2026-2030 e indica que os chamados cortes energéticos deverão se tornar mais frequentes e intensos nos próximos anos.
Segundo o Operador, o Brasil continuará produzindo mais energia do que a demanda do sistema é capaz de absorver em determinados períodos, exigindo assim uma limitação da geração para manter o equilíbrio da rede elétrica e garantir a segurança do fornecimento.
De acordo com o ONS, esses cortes tendem a se concentrar entre 7h e 15h, período de maior disponibilidade de geração solar e eólica. Já as restrições por confiabilidade elétrica (relacionadas à segurança da operação do sistema de transmissão) deverão perder importância ao longo do horizonte analisado, caindo de 7% das horas em 2027 para 4% em 2030.
Elevação da demanda e expansão da transmissão podem aliviar cenário
Apesar do aumento esperado dos cortes por sobreoferta, o ONS projeta uma redução gradual do volume médio de energia limitada ao longo do período.
Segundo o Operador, essa tendência será impulsionada por três fatores principais: o crescimento da demanda por eletricidade, a expansão da rede de transmissão e a desaceleração da entrada de novas usinas de geração.
Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.