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Pandemia da Covid-19 provoca atraso em obras no setor elétrico

Mesmo diante da pandemia da Covid-19, o setor solar tem se mostrado resiliente frente à crise

Autor: 4 de setembro de 2020outubro 2nd, 2020Setor Elétrico
Pandemia da Covid-19 provoca atraso em obras no setor elétrico

Dados da ANEEL (Agência Nacional da Energia Elétrica) apontam que o número de linhas de transmissão com cronograma atrasado cresceu 40% no intervalo de apenas quatro meses. Em março, havia 25 obras de linhas com atraso. Já em julho, devido à pandemia da Covid-19, 35 redes em obras já descumpriam seus cronogramas.

A construção de usinas também sentiu os efeitos da crise. No início de março, 323 obras de novos geradoras apresentavam algum atraso. Dados atualizados até 14 de agosto mostram que essa situação já afeta hoje 344 projetos.

Uma das empresas que acabaram sendo afetadas pela pandemia foi a Furnas, do Grupo Eletrobras. A estatal enviou um ofício à ANEEL, no mês passado, para informar que as obras que realizava na usina térmica de Santa Cruz, de 500 MW, foram comprometidas.

Segundo a Furnas, o atraso ocorreu devido à demora na entrega de uma turbina vinda da Alemanha, de tubulações oriundas da China, de válvulas esperadas da Índia e, até mesmo, de um transformador montado no Brasil, mas com insumos vindos do exterior.

O mesmo problema afetou a conclusão da usina térmica GNA 1, de 1.300 MW, que está com 95% de suas obras prontas. A usina a gás, que integra o Complexo Termelétrico do Açu, na região norte do estado do Rio de Janeiro, deveria entrar em operação em janeiro de 2021, mas a paralisação dos trabalhos em campo já levou a empresa a estimar que o prazo de entrega seja prorrogado em 150 dias.

Setor solar resiliente frente à pandemia

Mesmo diante da pandemia da Covid-19, o setor solar tem se mostrado resiliente frente à crise. Para Ronaldo Koloszuk, o segmento vem se destacando e se tornou uma válvula de escape para quem procura se recolocar no mercado de trabalho.

Camila Nascimento, diretora comercial da Win Energias Renováveis, afirmou também que o mercado fotovoltaico tem sido uma fonte progressiva de empregos e impulsionamento da economia brasileira.

Já de acordo com Rogério Mattos, diretor da Ideatek, a crise econômica impactou todos os setores, mas o setor solar sofreu muito menos, até pelo fôlego que estava e pelo crescimento acelerado que vem passando. 

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Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de dois anos, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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