Potencial do mercado de energia solar por assinatura

Entenda os princípios básicos deste modelo, juntamente com suas vantagens e considerações
Canal Solar Potencial do mercado de energia solar por assinatura
Investidores são responsáveis pela construção de fazendas de energia, como usinas solares. Foto: Divulgação

Artigo publicado na 19ª edição da Revista Canal Solar

 

A energia por assinatura é uma inovação emocionante no setor energético. Gosto de dizer que é um piloto para abertura do mercado para baixa tensão, proporcionando aos consumidores uma maneira eficiente de economizar em suas contas de energia e contribuir para um futuro mais sustentável.

Neste artigo, explorarei os princípios básicos dessa abordagem e como ela opera, juntamente com suas vantagens e considerações.

O objetivo central da energia por assinatura é oferecer economia aos consumidores de energia elétrica. Funciona da seguinte forma: investidores são responsáveis pela construção de fazendas de energia, como usinas solares, biomassa ou biogás.

Essas fazendas são alugadas por um consórcio, e os consumidores fazem parte desse grupo para receber créditos de energia gerados por essas fazendas. É uma maneira eficaz de reduzir os custos de energia.

A energia por assinatura é uma opção legítima e regulamentada no setor elétrico. Baseia-se no conceito de geração compartilhada, conforme estabelecido na Resolução Normativa 1000/2021 da ANEEL e na Lei 14.300/2022.

Isso significa que é uma prática legal e apoiada pelas autoridades do setor, proporcionando segurança jurídica aos consumidores interessados.

Embora a ideia por trás da energia por assinatura seja simples, sua implementação pode ser complexa. Os consumidores podem participar por meio de consórcios, cooperativas, associações ou condomínios.

Provedores de serviços, como a Exata Energia, simplificam a adesão a esse modelo e oferecem uma variedade de opções para os consumidores, tornando-o acessível a um público diversificado.

Além de proporcionar economia, a energia por assinatura promove a sustentabilidade. Uma parte significativa da energia consumida provém de fontes renováveis, como a energia solar.

Isso contribui para a redução das emissões de carbono e ajuda na construção de um futuro mais limpo e ecológico. Portanto, além de economizar, os consumidores estão fazendo uma diferença positiva no meio ambiente.

Em resumo, a energia por assinatura representa uma oportunidade empolgante para os consumidores economizarem dinheiro e apoiarem a transição para fontes de energia mais sustentáveis.

Se você estiver interessado nesse modelo inovador, considere explorar as opções disponíveis e entrar em contato com provedores de serviços confiáveis, como a Exata Energia, para obter mais informações e participar desse avanço no setor elétrico.

A complexidade da energia por assinatura deve ser compensada pela segurança que a empresa provedora pode oferecer aos consumidores.

É fundamental que os projetos sejam gerenciados por investidores experientes, garantindo a confiabilidade do fornecimento de energia e a economia prometida. Isso proporciona aos consumidores a tranquilidade de saber que estão fazendo uma escolha sólida em suas contas de energia.

Embora a energia por assinatura seja uma abordagem inovadora e promissora, ela não está isenta de desafios e riscos que os consumidores devem considerar ao adotar esse modelo.

Não receber a economia prometida

Um dos principais riscos da energia por assinatura é a possibilidade de não obter a economia esperada. Muitas empresas oferecem descontos sobre a tarifa líquida compensável, mas os consumidores podem não compreender completamente como esses descontos funcionam.

É crucial que os consumidores estejam atentos e esclareçam suas dúvidas com as empresas para garantir que entendam como suas contas serão afetadas. Monitorar mensalmente se esses descontos estão sendo aplicados corretamente é fundamental para evitar surpresas desagradáveis.

Atraso na entrada em operação do projeto

A maioria dos projetos de GD (geração distribuída) está em fase de construção, o que pode resultar em atrasos na entrada em operação. Isso significa que a economia projetada pode não começar no prazo esperado.

Os consumidores precisam estar cientes dessa possibilidade e obter informações sobre o progresso da obra junto à empresa de energia por assinatura.

Não performance do projeto

Outro risco é a não performance do projeto de geração. Isso pode resultar na entrega de menos créditos de energia do que o esperado, afetando a economia prevista. Embora as empresas de energia por assinatura geralmente possam resolver esse problema, a solução pode levar algum tempo.

Problemas com a distribuidora de energia

Em alguns casos, os consumidores podem não receber os créditos de energia devido a falhas da distribuidora de energia. Isso pode atrasar ainda mais a economia projetada, pois as empresas de energia por assinatura não podem cobrar os clientes quando os créditos não são recebidos. Resolver problemas com a distribuidora pode ser um processo demorado, dependendo da complexidade da situação.

Ficar sem energia não é um risco

É importante esclarecer que os consumidores não correm o risco de ficar sem energia devido à energia por assinatura. A distribuidora de energia é responsável pela entrega física de eletricidade aos consumidores. O único risco real é não receber a economia esperada com a contratação da energia por assinatura pelos motivos destacados acima.

Em conclusão, embora a energia por assinatura ofereça muitas vantagens, é importante que os consumidores estejam cientes desses riscos e tomem medidas para mitigá-los.

Ao compreender esses desafios e se comunicar de maneira proativa com as empresas de energia por assinatura, os consumidores podem desfrutar dos benefícios desse modelo inovador com mais tranquilidade.


As opiniões e informações expressas são de exclusiva responsabilidade do autor e não obrigatoriamente representam a posição oficial do Canal Solar.

Imagem de Bernardo Marangon
Bernardo Marangon
Graduado em Engenharia Elétrica e mestre em Engenharia Elétrica pela UNIFEI. Atuou 5 anos na EDP Brasil entre 2010 e 2015, passando pelas áreas: planejamento da Operação e Manutenção de Usinas Hidroelétricas e área de Novos Negócios. Foi Diretor de Geração no Grupo Léros entre 2016 e 2018. Atualmente, é sócio administrador da Exata Energia, do Grupo Prime Energy, liderando três frentes de negócio: Consultoria financeira, Comercialização de energia e investimentos em Geração do grupo. Está estruturando uma nova iniciativa, a comercialização de créditos, por meio da GD compartilhada. É professor do Canal Solar há 4 anos, tendo lecionado para mais de 3 mil alunos sobre o tema de análise de investimento em geração distribuída, mercado livre e armazenamento de energia.

3 respostas

  1. Gostaria de entrar nesse mercado, tem alguma possibilidade de essas empresas que atuam nesse segmento abrir para franquias?

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