27 de maio de 2022
solar
No Brasil Hoje

Potencia GC SolarGC 5.02GW

No Brasil Hoje

Potencia GD SolarGD 10,7W

Projeto no RN combinará eólica offshore com solar e hidrogênio verde

Governo assinou acordo para impulsionar fontes de energia e atrair investimentos no estado

Autor: 17 de setembro de 2021fevereiro 9th, 2022Projetos
Projeto no RN combinará eólica offshore com solar e hidrogênio verde

Serão investidos R$ 18 bilhões com geração de cerca de 5 mil empregos. Foto: Assecom/Governo do RN

O governo do Rio Grande do Norte assinou, nesta semana, um memorando de entendimento com a empresa potiguar IER (Internacional Energias Renováveis) para desenvolver um projeto que combinará energia eólica offshore com solar e hidrogênio verde.

De acordo com a governadora Fátima Bezerra, o objetivo do programa é impulsionar estas fontes de energia no estado que, inclusive, pode se tornar o primeiro do Brasil a ter produção eólica no mar. 

Segundo Gibran Dantas, diretor-executivo do IER, o Complexo Eólico Offshore Ventos Potiguar, que está em fase avançada de licenciamento com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e outras agências reguladoras, prevê a instalação de 207 aerogeradores com capacidade total de 2,7 GW.

Para a construção do empreendimento, localizado entre os municípios de Pedra Grande e São Bento do Norte, serão investidos R$ 18 bilhões com geração de cerca de 5 mil empregos. 

Usina solar e hidrogênio verde

Referente a usina de energia fotovoltaica que será instalada, Dantas afirmou que a mesma terá 1 GW de potência e será construída em terra. “Estamos ainda na parte de projetos e estudos. Todo o complexo tem uma previsão de uns dez anos”, apontou. 

Atualmente, segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Rio Grande do Norte está na 14ª colocação do ranking estadual de GD (geração distribuída) fotovoltaica com cerca de 145 MW de capacidade instalada.

Já em relação à planta de hidrogênio verde, ele destacou que ela vai consumir parte da eletricidade gerada na eólica offshore e na usina solar para ser, em sua maioria, exportada e atender a demanda mundial, principalmente o mercado europeu, “já que, geograficamente, somos o ponto mais próximo da Europa”, disse Dantas. “O restante será ofertado para atrair aportes para a indústria local, dentro de um projeto com incentivos do governo do estado”, concluiu o executivo. 

Estado do RN pode se tornar o primeiro do Brasil a ter produção eólica no mar. Imagem: Assecom/Governo do RN

Mais sobre o complexo

A governadora do Rio Grande do Norte relatou ainda que, desde o início do governo, foi definido um planejamento energético. “Isto vem apresentando resultados altamente positivos ao longo dos anos. Recentemente, fomos o estado que mais captou novos aportes no leilão para geração de energias renováveis. Agora, estamos dando passos firmes para consolidar o primeiro parque de produção de energia no mar do Brasil”, destacou.

Leia mais

Maior complexo eólico e solar no mundo será construído no Rio Grande do Norte

“O RN está na vanguarda do processo de geração de eletricidade no país. Certamente, isso vai contribuir para ativar diversas cadeias produtivas e gerar trabalho, emprego e renda”, acrescentou Fátima.

Jaime Calado, secretário da Sedec (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico), também comentou sobre o complexo e enfatizou que o empreendimento representa quase a metade dos atuais 5,7 GW que são gerados atualmente em renováveis. “O planejamento energético feito no início da atual gestão vem se consolidando. O estado também contrata estudos para viabilizar empreendimentos, atraindo projetos e investimentos”, ressaltou Hugo Fonseca, coordenador de desenvolvimento energético da Sedec. 

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de dois anos, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

Comentar

*Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Canal Solar.
É proibida a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes e direitos de terceiros.
O Canal Solar reserva-se o direito de vetar comentários preconceituosos, ofensivos, inadequados ou incompatíveis com os assuntos abordados nesta matéria.