Quando usar a tecnologia zero-grid?

Zero export pode ser uma alternativa para projetos com alta taxa de simultaneidade, aponta Solis
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Quando usar a tecnologia zero-grid
Sistemas fotovoltaicos residenciais seguem crescendo no Brasil. Imagem: Solis/Divulgação

Quem trabalha com projetos fotovoltaicos já ouviu ou ainda vai ouvir falar de termos como grid-zero, zero export ou zero-grid – que são são uma estratégia de controle em uma usina visando a não exportação ou limitação de exportação de energia para a rede da distribuidora.

É importante citar que pode-se ter o zero-grid com ou sem armazenamento, porém o armazenamento permite o aproveitamento da energia da planta solar nos momentos em que há excedente de geração em relação a carga, potencializando os ganhos financeiros.

Nesse ano de 2024, tais sistemas têm se tornado muito mais populares no Brasil. Há relatos entre os fabricantes, distribuidores e integradores de que há um aumento expressivo na procura e consequentemente na venda deste tipo de sistema. 

As aplicações de projetos fotovoltaicos híbridos com armazenamento de energia são inúmeras, como backup, cobertura de horário de ponta (time of use / time shifting), controle de demanda (peak-shaving), sem injeção na rede (grid-zero), entre outros. Mas, você sabe como usar a tecnologia zero-grid? Confira, abaixo, cases de uso elencados pela Solis.

Projetos com alta taxa de simultaneidade

De acordo com a empresa, em algumas regiões, a capacidade do transformador local está totalmente ocupada, o que impede novas conexões de geração distribuída. 

O EPM (Gerenciador de Potência Exportada) permite que indústrias e comércios com alta taxa de simultaneidade aproveitem a energia solar sem sobrecarregar a rede, consumindo toda ou grande parte da energia gerada pela usina durante o dia, sem injetar nenhuma potência na rede.

Regulamentações de concessionárias

Algumas concessionárias impõem restrições rígidas sobre a quantidade de energia que pode ser injetada na rede. Utilizando o EPM, os proprietários de sistemas fotovoltaicos podem ajustar a geração de eletricidade para atender a esses regulamentos, evitando multas e penalidades.

Alternativa para viabilizar projetos com inversão de fluxo

Durante o ano de 2023, o Brasil presenciou um grande número de projetos com diagnósticos de fluxo reverso. Conforme a fabricante, o zero-grid pode viabilizar esses projetos, pois com esse equipamento o sistema não irá injetar energia na rede da concessionária.

Portfólio da Solis

O portfólio da Solis conta, atualmente, com três modelos de Gerenciadores de Potência Exportada: um para redes monofásicas (Solis-EPM1-5G) e dois compatíveis com sistemas trifásicos (Solis-EPM3-5G-PLUS) e (Solis-EPM3-5G-PRO).

Qual o melhor modelo?

Segue, abaixo, os melhores modelos elencados pela empresa.

EPM1-5G

Gerenciador para sistemas monofásicos de 220~230V. Pode ser usado em diferentes inversores e pode controlar até 10 inversores.

EPM3-5G-PRO

Adequado para sistemas trifásicos com três fios, tensão de 220V, 380V e 480V. Pode ser usado em diferentes inversores, controla até 20 inversores e é adequado para redes delta trifásicas sem neutro.

EPM3-5G-PLUS

Equipamento para sistemas trifásicos com quatro fios, 220VAC e tensão de 380/400VAC. Pode ser utilizado em diferentes modelos de inversores e a quantidade máxima teórica que pode controlar é de 20 inversores. Não suporta redes sem neutro.

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Mateus Badra
Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020.

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