A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta terça-feira (14), mais um reajuste na conta de luz em 2026. Desta vez, os consumidores atendidos pela Energisa Sul-Sudeste (EESS) passarão a pagar, em média, 9,63% a mais pela energia elétrica.
Com sede em Presidente Prudente (SP), a distribuidora atende aproximadamente 905 mil unidades consumidoras em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. As novas tarifas já entraram em vigor.
Segundo a ANEEL, os principais fatores que pressionaram o reajuste foram os custos com o transporte e a distribuição de energia, além de componentes financeiros.
“Os índices foram aprovados após análise das contribuições recebidas de 24 de abril a 8 de junho de 2026 na Consulta Pública nº 10/2026, que obteve subsídios referentes à revisão tarifária periódica da distribuidora”, informou a Agência.
Com a decisão, sobe para 24 o número de distribuidoras que tiveram reajustes tarifários autorizados pela ANEEL em 2026. Em praticamente todos os casos, os índices aprovados superam a inflação projetada para o ano, estimada em 5,1%.
Entre os maiores reajustes aprovados pela ANEEL em 2026 estão os da Roraima Energia (24,13%) e da Copel (20,51%). No caso da distribuidora roraimense, porém, o índice inicialmente aprovado foi posteriormente reduzido para cerca de 4,51%, após a utilização de recursos da repactuação do UBP (Uso de Bem Público), mecanismo adotado para amortecer o impacto tarifário.
Também registraram reajustes expressivos concessionárias como CPFL Santa Cruz (18,89%), RGE Sul (16,06%), Enel Rio (15,60%), Cocel (14,58%), Sulgipe (12,87%), CPFL Paulista (12,13%), Energisa Mato Grosso do Sul (12,10%) e Energisa Minas Rio (11,27%).
Veja as distribuidoras que já tiveram reajustes tarifários aprovados em 2026:
- Roraima Energia: 24,13%;
- Copel: 20,51%;
- CPFL Santa Cruz: 18,89%;
- RGE Sul: 16,06%;
- Enel Rio: 15,60%;
- Cocel: 14,58%;
- Sulgipe: 12,87%;
- CPFL Paulista: 12,13%;
- Energisa Mato Grosso do Sul: 12,10%;
- Energisa Minas Rio: 11,27%;
- Energisa Sul-Sudeste: 9,63%;
- Enel São Paulo: 9,02%;
- Light: 8,60%;
- Energisa Tocantins: 8,11%;
- Energisa Mato Grosso: 6,86%;
- Energisa Sergipe: 6,86%;
- Amazonas Energia: 6,58%;
- Coelba: 5,80%;
- Enel Ceará: 5,78%;
- Equatorial Alagoas: 5,43%
- Neoenergia Cosern: 5,40%;
- Cemig: 4,51%;
- Neoenergia Pernambuco: 4,25%;
- CEA Equatorial: 3,54%
Nota: No caso da Roraima Energia, o reajuste inicialmente aprovado de 24,13% foi posteriormente reduzido para cerca de 4%, após a utilização de recursos da repactuação do UBP (Uso do Bem Público), mecanismo adotado para amortecer o impacto tarifário aos consumidores.

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