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Rio de Janeiro terá 1ª planta de geração de hidrogênio verde

O projeto é pioneiro no Brasil e funcionará como um laboratório de pesquisa para desenvolver aprendizado

Autor: 23 de maio de 2022junho 2nd, 2022Investimentos e Negócios
Rio de Janeiro terá 1ª planta de geração de hidrogênio verde

A planta-piloto, que deverá ficar pronta em 2025, terá capacidade inicial de 10 MW

A Shell Brasil e o Porto do Açu assinaram na última quinta-feira (19) um MoU (Memorando de Entendimento) para o desenvolvimento conjunto de uma planta-piloto de geração de hidrogênio verde nas instalações do porto, localizado na região norte do estado do Rio de Janeiro

O projeto é pioneiro no Brasil e funcionará como um laboratório de pesquisa para desenvolver aprendizado, realizar testes de descarbonização e impulsionar essa indústria no país.

Os recursos para a construção da unidade vêm da cláusula de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação) da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). 

A planta-piloto, que deverá ficar pronta em 2025, terá capacidade inicial de 10 MW podendo chegar a 100 MW, obedecendo o plano de expansão da unidade. Inicialmente, a energia elétrica oriunda da rede nacional será conectada à planta de eletrólise, que terá como principal produto o hidrogênio renovável. 

Parte deste hidrogênio gerado será destinado à armazenagem e posterior envio a potenciais consumidores. O hidrogênio remanescente é destinado à planta de geração de amônia renovável.

“Este é um projeto de imensa importância não somente para a Shell e seus parceiros, como para o Brasil. Almejamos com este piloto fomentar todo o desenvolvimento da cadeia de valor da geração de hidrogênio renovável, desde os fornecedores da tecnologia, passando pelo domínio da operação de planta até a formação de mão-de-obra especializada,” declarou André Araujo, presidente da Shell Brasil.

“Além disso, pretendemos viabilizar uma série de provas de conceito referente à descarbonização de setores. Será um verdadeiro laboratório de geração de conhecimento e valor tanto para a Shell quanto para o país, acrescentou.

Segundo a empresa, a planta-piloto é mais um passo da Shell Brasil rumo à redução da pegada de CO2 de seus negócios, em linha com as metas do Acordo de Paris e com a estratégia Impulsionando o Progresso, lançada em fevereiro de 2021.

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“A assinatura desse acordo é um marco no desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde no Brasil. A infraestrutura de classe mundial do Porto do Açu é um componente essencial para acelerar o desenvolvimento de projetos de baixo carbono e para a descarbonização da indústria. Estamos muito felizes em unir forças com a Shell e contribuir com os esforços de transição para uma economia de baixo carbono”, declarou José Firmo, CEO do Porto do Açu.

Globalmente, a Shell tem projetos de geração de hidrogênio na Alemanha, Países Baixos e China. O Porto do Açu é uma plataforma multinegócios, desenvolvida pela Prumo Logística, controlada pela EIG Energy Partners, investidor institucional líder no mercado global de energia e infraestrutura. O empreendimento portuário já possui projetos em hidrogênio verde, energia solar e eólica offshore.

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

2 comentários

  • Ennio Peres da Silva disse:

    Oi Ericka. Parabéns pela reportagem. Duas observações apenas: hoje no Brasil já existem duas plantas de hidrogênio verde, uma junto à usina hidroelétrica de Porto Primavera, da CESP e outra junto à usina hidroelétrica de Itumbiara, de Furnas, a primeira de 100 kW e a segunda de 300 kW. Outro detalhe: quando o hidrogênio é gerado com eletricidade da rede, ele é denominado amarelo, e não verde, termo reservado para o uso de eletricidade de origem solar e/ou eólica. Veja a definição adotada pela EPE em https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-654/NT%20Hidrogenio%20Azul.pdf.
    Um abraço.

    • Olá Ennio, muito obrigada! Agradeço também o seu feedback. Para esclarecer, essa é a 1º planta localizada no estado do Rio de Janeiro e não a 1º do Brasil. Já sobre o hidrogênio amarelo, a planta inicialmente terá esta produção. Porém, o objetivo final é a produção de hidrogênio verde.

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