GC Solar 22.71 GW GD Solar 50.47 GW
Mercado & Investimentos

Senado cobra revisão técnica em ex-tarifário de módulos fotovoltaicos

Pedido marca um novo capítulo no debate sobre a proteção da indústria nacional e o acesso do país a tecnologias mais avançadas

Senado cobra revisão técnica em ex-tarifário de módulos fotovoltaicos

Foto: Freepik

A política de incentivo à modernização tecnológica no setor de energia solar entrou novamente no radar do Congresso Nacional.

A CRE (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) do Senado aprovou uma indicação ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) para que seja reavaliada, com critérios técnicos mais precisos, uma decisão administrativa que reconheceu a existência de “similar nacional” em um processo de ex-tarifários para módulos fotovoltaicos de alta eficiência.

A decisão representa um novo capítulo no debate sobre os limites entre a proteção à indústria nacional e a necessidade de garantir acesso a tecnologias mais avançadas no país.

O ex-tarifário é um instrumento que permite a redução temporária do imposto de importação para bens de capital, informática e telecomunicações sem produção equivalente no Brasil, funcionando como ferramenta de estímulo à inovação e aos investimentos produtivos.

A iniciativa aprovada partiu do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que defendeu uma revisão baseada em parâmetros objetivos e internacionalmente reconhecidos. Segundo o parlamentar, a preocupação não é criar obstáculos à indústria nacional, mas assegurar que decisões desse tipo sejam tomadas com maior rigor técnico.

O ponto central do debate é o reconhecimento de “similar nacional”, que, quando concedido, impede a aplicação do ex-tarifário e mantém a alíquota cheia de importação.

Na avaliação dos senadores e de representantes do setor solar, esse tipo de decisão pode limitar o acesso a módulos mais eficientes e inovadores, com impactos diretos sobre a competitividade dos projetos e sobre a segurança regulatória dos investidores .

A indicação aprovada pela CRE recomenda que o MDIC, em articulação com o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e com o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), realize uma diligência técnica aprofundada para verificar se o produto apontado como similar nacional apresenta, de fato, equivalência em desempenho, eficiência e capacidade de fornecimento, com base em parâmetros internacionais .

A intenção é evitar que reconhecimentos formais acabem criando barreiras artificiais ao avanço tecnológico. A movimentação no Senado também reflete uma articulação mais ampla.

A medida atende a um pedido do presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, deputado Lafayette de Andrada, e do presidente do INEL (Instituto Nacional de Energia Limpa), Heber Galarce, entidade representativa do setor solar, que atuou diretamente para destravar o debate no Legislativo .

O setor de energia solar acompanha esse tema com atenção, sobretudo em um momento em que a expansão da fonte fotovoltaica depende cada vez mais de ganhos de eficiência e de redução de custos.

Módulos de alta performance são considerados essenciais para viabilizar projetos em áreas com restrição de espaço, redes congestionadas e necessidade de melhor aproveitamento energético.  A eventual restrição ao acesso a essas tecnologias pode afetar não apenas novos investimentos, mas também a competitividade do Brasil na cadeia global de equipamentos.

Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.

Antonio Carlos Sil
Sobre o autor
Antonio Carlos Sil

Antonio Carlos Sil é jornalista formado pela FMU/FIAM. Atuou como repórter pela Brasil Energia, além de serviços prestados para Agência Estado, Exame e Canal Energia. Trabalhou em assessorias de comunicação da CPFL Energia, CESP e AES Tietê. Cobre setor elétrico desde 2000. Possui experiência na cobertura de eventos, como leilões de energia, convenções, palestras, feiras, congressos e seminários.

Comentários

Os comentários são moderados antes da publicação

Os comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.

Deixe seu comentário

Canal Solar
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.