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Setor solar oferece 37 mil empregos nos primeiros meses de 2020

Neste momento, estamos contratando instaladores, em função da demanda de nossos serviços

Autor: 9 de junho de 2020outubro 4th, 2020Brasil
Setor solar oferece 37 mil empregos nos primeiros meses de 2020

“O setor de energia solar é um dos maiores geradores de empregos no Brasil e no mundo”, é o que afirma Ronaldo Koloszuk, presidente da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). Para o especialista, o segmento fotovoltaico, mesmo em meio à pandemia da Covid-19, vem se destacando e se tornou uma válvula de escape para quem procura se recolocar no mercado de trabalho.

Segundo a ABSOLAR, nos primeiros cinco meses deste ano, o setor de energia solar gerou mais de 37 mil novos postos de trabalho no país. “Para se ter uma ideia, nos EUA o nosso setor já gera mais empregos do que os setores de petróleo, óleo e gás juntos. Aqui no Brasil, já são mais de 130 mil empregos gerados. Isso porque o mercado ainda engatinha”, diz Koloszuk.

A associação aponta ainda que a fonte solar é responsável por mais de um terço dos mais de 11 milhões de empregos renováveis do mundo. A cada novo megawatt instalado, o segmento agrega entre 25 e 30 novos empregos, com grande parte criada de forma local, nas regiões em que os sistemas solares fotovoltaicos são instalados.

“Estamos falando de empregos de qualidade. São engenheiros, técnicos, instaladores em todos os cantos do país. Esse número tende a aumentar aceleradamente quando passar a pandemia. Levamos um estudo detalhado ao governo federal, pois entendemos que o setor solar poderá contribuir de forma contundente na recuperação econômica brasileira”, comenta Koloszuk.

Mercado solar: celeiro de oportunidades

Uma das indústrias que estão oferecendo oportunidades de emprego é a MySol, empresa integradora de energia solar fotovoltaica com foco em geração distribuída, localizada em Sorocaba (SP).

“Apesar do desemprego elevado em diversos setores do país, devido ao fechamento de pequenas empresas e o fato das grandes deixarem de contratar, o mercado de energia solar tem absorvido parte desses trabalhadores, como o caso da MySol. Neste momento, estamos contratando instaladores, em função da demanda de nossos serviços. Acredito então que o setor, mais uma vez, vem se provando importante para o crescimento e sustentação da economia”, comentou Elvis Almeida, diretor comercial da MySol.

Outra rede que também está gerando oportunidades de trabalho é a Solarprime, empresa de franquias em energia solar, sediada em Campinas (SP). Segundo Raphael Brito, diretor-executivo da Solarprime, eles estão aproveitando o momento para rever processos e profissionalizar estrategicamente a equipe, o que, consequentemente, otimizando a produção, gera mais vagas de emprego no setor.

“Feliz é aquele que consegue tirar o lado bom de todas as situações. Nós, da Solarprime, aproveitamos o break do momento, trazendo executivos de ponta para todos os setores que, dessa forma, otimizam toda a produtividade, implementando e fazendo o acompanhamento de metas de toda equipe, reduzindo custos e aumentando a receita. Isso gera um resultado que nos permite trazer ainda mais pessoas boas para nosso elenco, criando um ciclo altamente virtuoso”, disse Brito.

Abrir o próprio negócio

Segundo relatório anual do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizado pelo Sebrae e pelo IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade), empreender ocupa o quarto lugar na lista de desejos, atrás apenas de comprar um carro, viajar pelo Brasil e ter a casa própria.

De 2008 a 2019, o número de brasileiros de 18 a 64 anos que tinham um negócio ou estavam envolvidos na criação de um pulou de 14,6 milhões para 53,4 milhões. Um dos que se encaixam nesse perfil é Henrique Maritan, engenheiro eletricista e proprietário da Liberty Energia Solar.

Maritan encontrou no setor fotovoltaico uma oportunidade para abrir o próprio negócio e driblar o desemprego causado pela crise econômica. Ele fundou a empresa há cerca de três meses e, apesar do coronavírus, recebeu um projeto para a construção de usina fotovoltaica de 80 painéis solares em Ribeirão Preto-SP.

“A pandemia me fez esperar para contratar funcionários e fazer alguns investimentos específicos, mas mantive o investimento em marketing digital e parceiros para prospecção de novos negócios. Hoje, tenho um vendedor apenas. O projeto e a instalação eu mesmo elaboro e executo”, explica o engenheiro.

Maritan ainda destacou a importância de cursos para recolocação no mercado de trabalho. “Eu já realizei o Curso Avançado de Projeto de Usinas Solares de Geração Distribuída até 5MW, oferecido pelo Canal Solar. Portanto, a perspectiva ainda é boa devido a minha experiência na área e pelo mercado já está aquecido”, concluiu.

Projetos no setor fotovoltaico

O setor de energia solar segue aquecido, e quem vem se aproveitando dessa resiliência do segmento frente à pandemia é o diretor da Inca Solar, Cirano Shibuya. A empresa dele conseguiu finalizar, em abril, a construção de uma usina fotovoltaica com capital próprio, algo que não havia sido feito antes.

“Tínhamos dinheiro em caixa e resolvemos investir parte das nossas economias pessoais em um projeto um pouco mais ousado. No final de fevereiro fui morar em Santa Barbara do Tugúrio (MG), uma pequena cidade próxima à Barbacena, para construir a usina. Visando economizar recursos, decidimos trabalhar diretamente na obra, ao invés de contratar instalação. Ao longo do mês de março, levantamos nossa usina. Hoje, ela nos retorna quase 3% ao mês sobre o capital investido, gerando mais de 20% de economia para o cliente”, disse Shibuya.

Ele destacou também importância dos cursos de capacitação do setor fotovoltaico, fundamentais na hora de planejar e executar um projeto. “No meio da construção da usina fui à Campinas fazer o curso de Aterramento e SPDA do Canal Solar, que me ajudou bastante”.

E não são só os alunos que estão se beneficiando com as oportunidades de trabalho que o mercado fotovoltaico oferece. O professor responsável pelo curso de Aterramento e SPDA do Canal Solar, Paulo Edmundo Freire, comentou que várias empresas estão procurando-o, apesar da crise.

“Nesses últimos três meses tem aumentado a procura, tanto projetos de usinas de geração distribuída, na faixa de 1 a 5 MW, quanto usinas de grande porte, entre 100 e 500 MW. No ano passado fiz dois projetos, já em 2020 estamos com uns três”, concluiu Freire.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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