24 de outubro de 2021

Smartflower: o que é e quais as suas vantagens?

Especialista destaca que o produto é praticamente autolimpante e tem um apelo de marketing muito forte

Autor: 25 de fevereiro de 2021Tecnologia e P&D
Smartflower: o que é e quais as suas vantagens?

“Eu denomino a smartflower como um gerador fotovoltaico no estado da arte”. É o que afirmou André Hipólito, diretor de tecnologia e produtos da distribuidora de equipamentos fotovoltaicos Genyx. 

Durante participação no webinário realizado pelo Canal Solar nesta terça-feira (23), o especialista explicou como funciona a tecnologia e quais são as vantagens para quem a utiliza.

“Não é um produto de prateleira, em que se leva para casa e o coloca no telhado, ele é diferenciado. Obviamente que tem os benefícios da geração de energia, mas a questão é que tem um apelo de marketing muito forte”, destacou Hipólito. 

De acordo com ele, a smartflower consiste em módulos solares acoplados a uma máquina capaz de seguir a movimentação do sol, emulando a natureza dos girassóis. 

Ademais, o equipamento é capaz de perceber possíveis situações de risco, como ventanias e chuvas intensas, e recolhe-se automaticamente.

“Os painéis são de alta eficiência, ou seja, possuem um tratamento diferenciado. E dentro do “caule” existe um inversor. Como o produto foi inventado na Áustria, conta com um inversor Fronius”, disse. 

Vantagens da smartflower

Ao longo do webinário, o executivo também destacou as vantagens da smartflower. Entre elas, a instalação, que é bem simples, pois a estrutura já vem montada com as pétalas fechadas. 

“Com relação à automação, o produto está preparado com seguidor de dois eixos. Não é preciso ficar apertando parafuso para montá-la”, comentou o diretor.

Hipólito ainda destacou ser fundamental se preocupar com a fixação da base e a configuração do software para colocar as coordenadas, pois o equipamento precisa de latitude e longitude para ter uma assertividade do rastreio do sol.

Outro detalhe importante enfatizado pelo especialista é que as pétalas possuem uma cerda que faz a limpeza das placas. “A smartflower é praticamente autolimpante, porque toda vez que as pétalas abrem e fecham a cerda fará a limpeza, situação que acontece todo dia”. 

Homologação e custo da smartflower

Segundo André Hipólito, a tecnologia é totalmente legalizada. O que precisa do INMETRO é o inversor, que já está certificado. “É feito o projeto e a instalação da smartflower normalmente, como um gerador fotovoltaico comum”. 

Referente ao preço, relatou que o produto custa em média R$ 170 mil. “Pode-se questionar: ‘R$ 170 mil para um sistema de 3 kW, 3,5 kW? Eu poderia colocar 40% a mais de placa e ainda sim ficaria muito mais barato’. A resposta é sim”.

“Porém, a questão é que se colocar um painel no telhado, o seu cliente vai comentar que tem geração, terá que fazer uma propaganda. Instalando uma smartflower não é preciso falar, o equipamento já diz por si só para todos que estão chegando na empresa”.

Como exemplo, Hipólito citou o caso de um cliente que construiu uma usina e depois optou por comprar uma smartflower também. “Ele a colocou um pouco afastada da planta solar, mas ainda sim dava para ver os dois. Quem chama mais atenção? A usina chama, claro, mas todo mundo tira foto com a smartflower e as entrevistas são feitas lá”.

“Portanto, o produto tem essa pegada do visual, do marketing, sustentabilidade e automação. É o cartão de visitas da empresa. No entanto, é voltado para um consumidor específico. Não adianta bater de casa em casa e tentar vender. Será difícil. Até temos um caso de um cliente final que instalou em sua residência, mas acredito que os principais clientes são as grandes companhias”, concluiu.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de um ano, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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