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Segurança Pública

Termelétricas do LRCAP emitirão até 40 milhões de toneladas de CO₂ por ano

Estimativa do IEMA indica emissões comparáveis às de uma Santa Catarina inteira em 2024

Termelétricas do LRCAP emitirão até 40 milhões de toneladas de CO₂ por ano

Foto: Freepik

As emissões de gases do efeito estufa associadas ao primeiro LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade) de 2026 podem atingir até 40 milhões de toneladas de CO₂ por ano.

Este volume é próximo às emissões totais do estado de Santa Catarina em 2024, divulgado estudo do IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente), baseado em dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa).

Segundo o mapeamento, a contratação de usinas termelétricas tende a elevar as emissões de gases de efeito estufa no SIN (Sistema Interligado Nacional) além de prolongar a operação das usinas já existentes.

Realizado em duas etapas, o leilão contratou cerca de 19,5 GW de potência, sendo aproximadamente 16,8 GW provenientes de usinas termelétricas fósseis.

Fonte: IEMA

A análise do gráfico indica que o impacto climático não será semelhante ao longo do tempo. De acordo com o IEMA, é previsto que haja uma trajetória de crescimento acelerado entre 2026 e o início da próxima década, com pico entre 2031 e 2036, período em que ocorre a maior sobreposição dos contratos.

No cenário de alta utilização, as emissões se aproximam de 40 milhões de toneladas de CO₂ anuais, enquanto, em um cenário médio, permanecem na faixa de 15 a 20 milhões de toneladas. Já em baixa utilização, o impacto é significativamente menor, mas ainda relevante do ponto de vista sistêmico (cerca de 1 milhão de toneladas).

Apenas as novas usinas, que representam 56% da capacidade contratada entre as usinas fósseis e vão operar por mais tempo, devem emitir cerca de 50% a mais do que as usinas já existentes no cenário mais conservador (baixa utilização).

Mapa

Fonte: IEMA

A leitura do mapa de distribuição das usinas mostra um padrão claro, segundo o estudo: a expansão termelétrica segue a infraestrutura existente de gás natural no país, onde há forte concentração no litoral do Nordeste, no estado do Rio de Janeiro e em pontos específicos do Norte, como Amazonas e Pará.

O instituto indica que esse padrão leva à concentração de impactos socioambientais nesses territórios, podendo levar a conflitos em áreas já sujeitas ao estresse hídrico e problemas relacionados à qualidade do ar.

Municípios como Caucaia (CE), Barra dos Coqueiros (SE), Macaé (RJ) e Ipojuca (PE) já registram sobreposição de usinas existentes e novas, com aumento significativo da capacidade instalada. Apenas em Caucaia e Barra dos Coqueiros, foram adicionados cerca de 4 GW

Confira o estudo completo, clicando aqui.

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Caique Amorim
Sobre o autor
Caique Amorim

Estudante de jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Tenho experiência na produção de matérias jornalísticas.

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