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UFV Alex ganha projeto inovador para garantir segurança do complexo

Com fibra ótica e câmeras integradas por georreferenciamento, foi possível cobrir área equivalente à 800 campos de futebol

Autor: 3 de outubro de 2022novembro 7th, 2022Projetos
5 minutos de leitura

O Complexo Solar Alex, localizado entre os municípios de Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte, cerca de 230 km de Fortaleza, ocupa 830 hectares, área equivalente a mais de 800 campos de futebol, e possui 360 MW de potência.

O projeto, da Elera Renováveis, enfrentava um desafio na mesma dimensão de sua área, garantir a segurança da usina. “Com um perímetro de 13 quilômetros para cobrir, isso significaria a instalação de cerca de 273 câmeras. O custo de instalar tantos equipamentos, além de gerenciar o volume de imagens e alertas gerados, seria exorbitante”.

“Em uma solução de segurança tradicional com câmeras fixas e analítico de vídeo, nós precisaríamos mapear o perímetro do campo e instalar câmeras predefinidas a cada 50 metros”, explicou Bernardo Falcon, diretor executivo da Aeon Security.

Diante deste cenário, a Elera está apostando em uma tecnologia inovadora: instalou fibra óptica da Future Fibre Technologies e câmaras integradas por georreferenciamento da Axis Communications para proteger a propriedade.

Como funciona o sistema?

O projeto, apresentado pela Aeon Security à Elera, foi pautado em promover uma solução mais econômica. Na prática, a empresa enterrou o cabo altamente sensível por toda a volta do complexo para que fosse possível detectar invasões de forma instantânea e enviar as coordenadas para as câmeras Axis.

As mesmas usam os dados de geolocalização para mudar automaticamente o campo de visão e fornecer a verificação visual do incidente à equipe de segurança que monitora o complexo remotamente.

O sistema de segurança, operado com o software da Digifort, integra alto-falantes de rede que podem transmitir avisos pré-gravados ou ao vivo.

Em resumo, em vez de operar em posições fixas pré definidas, as câmeras podem ser direcionadas com precisão e em tempo real ao ponto da invasão, isso sem a intervenção do operador.

De acordo com a companhia, essa capacidade de mudar o ponto de foco automaticamente sob demanda permite monitorar todo o complexo solar de modo eficiente com apenas 16 câmeras de vídeo.

“Já a presença dos alto-falantes do tipo corneta da Axis como parte da solução adiciona outro nível de segurança. Até mesmo a equipe do centro de operações da Elera, no Rio de Janeiro, pode transmitir mensagens em tempo real ao complexo UFV Alex, se necessário”, informou Falcon.

Test Drive e resultados

Para ele, era importante fazer testes reais com o equipamento para demonstrar que a Axis conseguiria operar com a tecnologia da FFT e a plataforma de gerenciamento de vídeo da Digifort.

Além da vigilância de longo alcance durante o dia, afirmou ser fundamental ter uma boa visão noturna , já que o parque solar não tem iluminação à noite. Era essencial também garantir que as câmeras poderiam capturar imagens nítidas a até 400 metros de distância.

“Graças aos iluminadores IV de longo alcance integrados, as câmeras Axis puderam exceder essa distância, mostrando que poderiam capturar imagens nítidas de cenas noturnas a mais de 500 metros”, enfatizaram.

Tal tecnologia forneceu ainda à Elera monitoramento de perímetro confiável, ininterrupto, mesmo em condições climáticas extremas e ventos fortes, com poucos alarmes falsos.

Ao testar a interface de georreferenciamento entre as câmeras e o sistema de detecção de intrusos com fibra óptica, as câmeras Axis consistentemente indicaram a localização do alvo dentro de um raio de 3 metros.

UFV Alex, localizada a cerca de 230 km de Fortaleza, ocupa 830 hectares. Foto: Reprodução

UFV Alex, localizada a cerca de 230 km de Fortaleza, ocupa 830 hectares. Foto: Reprodução

Retorno do investimento

Segundo Falcon, como os projetos solares têm uma vida útil de 20 a 25 anos, a longevidade e confiabilidade das câmeras Axis significou um custo-benefício atraente.

Além disso, destacou que a eficiência energética foi mais um ganho, o baixo consumo de energia dos equipamentos os torna ideais para um ambiente de complexo fotovoltaico, em que a energia disponível à noite é limitada e cara.

“Instalar uma câmera com vida útil de mais de 10 anos oferece longo ciclo de reposição de equipamentos, o que otimiza o retorno da Elera”, detalhou.

“O custo de repor uma câmera no complexo UFV Alex seria muito alto: a área está longe de qualquer área central. Logo, as equipes de reparo teriam que viajar uma longa distância. Na prática, não compensa. Além disso, repor uma câmera perto de uma linha de energia exigiria a interrupção das operações, custando tempo valioso de produção à empresa. Esse é outro motivo pelo qual é importante ter um equipamento confiável e que não falhe”, comentou.

“Ainda assim, poder reduzir o número de câmeras na usina significou uma redução considerável no uso de cabos e de infraestrutura. Esses são benefícios que ninguém considera ao desenvolver o projeto, mas a economia final é grande. Estimamos que nossa solução otimizada economizou à Elera mais de 3,5 toneladas de cabos de cobre e quase 1,8 tonelada de canos de PVC”, apontou.

Projeto pioneiro

Alexander Fernandes, especialista em rede e infraestrutura na Elera Renováveis, ressaltou que a UFV Alex é o primeiro projeto solar no mundo a integrar a detecção com fibra óptica enterrada e câmeras que possuem capacidade de georreferenciamento.

“Quando adicionamos o incrível alcance de zoom, infravermelho e a vida útil longa das câmeras Axis, conseguimos um sistema que atende às nossas necessidades atuais com eficiência e que continuará atendendo por muitos anos”, finalizou.

Mateus Badra

Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como produtor, repórter e apresentador na TV Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro desde 2020. Atualmente, é Analista de Comunicação Sênior do Canal Solar e possui experiência na cobertura de eventos internacionais.

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