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Vendaval derruba seis torres de transmissão em MS; Brasil registrou mais de 290 quedas só no 2º semestre

Rajadas de até 110 km/h derrubaram estruturas na região de Maracaju (MS) e deixaram sete municípios e um distrito sem energia elétrica

Canal Solar - Vendaval de 110 kmh derruba seis torres de transmissão e deixa cidades de MS em energia

Torrres caídas em Mato Grosso do Sul após temporal. Foto: Reprodução

Um vendaval com rajadas de até 110 km/h derrubou seis torres de transmissão de energia elétrica e deixou sete municípios e um distrito de Mato Grosso do Sul sem fornecimento de energia na tarde desta quinta-feira (5). As estruturas estão localizadas na região de Maracaju (MS), a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande (MS).

Foram afetados os municípios de Jardim, Porto Murtinho, Bela Vista, Caracol, Nioaque, Antônio João e Guia Lopes de Laguna, além do distrito de Conceição. O fornecimento foi restabelecido após a concessionária redirecionar a distribuição de energia por outros trechos da rede.

A Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia na região, informou que reforçou as equipes de atendimento e colocou em prática um plano de emergência para acelerar o restabelecimento do serviço. A concessionária também manteve contato com as prefeituras e os órgãos responsáveis para acompanhar a ocorrência.

Canal Solar - Vendaval de 110 kmh derruba seis torres de transmissão e deixa cidades de MS em energia
Sete cidades e um distrito ficaram sem energia em Mato Grosso do Sul. Foto: Reprodução

Eventos climáticos derrubaram mais de 290 torres desde julho

O episódio em Mato Grosso do Sul se soma a uma sequência de ocorrências que tem colocado em evidência a vulnerabilidade da infraestrutura de transmissão de energia no Brasil diante de eventos climáticos extremos.

Segundo balanço divulgado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), entre julho e outubro deste ano, pelo menos 290 torres de transmissão foram derrubadas em decorrência de eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño.

O diretor-geral do ONS, Márcio Rea, afirmou que as previsões indicam a possibilidade de agravamento das tempestades nos próximos meses. Segundo ele, ampliar a resistência das estruturas aos ventos extremos representa um desafio econômico, devido ao custo de construção de torres mais robustas.

“Antigamente, com uma chuva forte, você tinha vento de 90 a 100 quilômetros por hora. Hoje chega a 250 km/h. Então as torres não são preparadas”, disse Rea, após evento no Rio de Janeiro.

Um dos episódios mais recentes ocorreu no extremo sul do Rio Grande do Sul, em agosto, quando a passagem de um ciclone-bomba derrubou 24 torres de transmissão e deixou consumidores sem energia na área de concessão da CEEE Equatorial. O caso foi detalhado pelo Canal Solar na reportagem sobre os impactos do ciclone na infraestrutura elétrica gaúcha.

Ciclone derruba 24 torres de transmissão no RS e deixa consumidores sem energia

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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