9 de maio de 2021

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A energia solar no Brasil é uma realidade que veio para ficar

Análise foi feita por Josiane Palomino, CEO da Sou Vagalume, durante participação no podcast Papo Solar

Autor: 15 de março de 2021Brasil
A energia solar no Brasil é uma realidade que veio para ficar

“A energia solar no mercado brasileiro é uma realidade que veio para ficar. Das fontes que nós temos disponíveis hoje no Brasil, é a que mais tem mostrado potencial de crescimento”. Esta é a análise de Josiane Palomino, CEO da Sou Vagalume. 

Durante sua participação no podcast Papo Solar, ela destacou que, ao longo de 2020, a energia fotovoltaica obteve um crescimento muito grande em questão de potência instalada, inclusive em GD (geração distribuída).

“No ano passado, por exemplo, a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) divulgou que houve um recorde de investimentos em fonte solar, de R$ 13 bilhões, se formos olhar um horizonte de oito anos. Ou seja, estamos falando de um crescimento de aproximadamente 52%”, disse a executiva.

“Ainda em 2020, podemos perceber que existiu uma arrecadação muito grande, em torno de R$ 4 bilhões. Vemos que é um setor com muita oportunidade e tem muito a agregar economicamente. É uma fonte que vem se desenvolvendo, que, acredito eu, continuará evoluindo”, ressaltou Josiane.

A especialista ainda comentou que o Brasil é um país com regiões muito prósperas para a geração fotovoltaica, isso sem contar com o desenvolvimento da geração centralizada. “Nós tivemos um ‘boom’ de expansão ao longo de 2020, que surpreendeu por conta da pandemia”.

“Vimos muitas empresas e pessoas investindo em energia solar, até como uma forma de buscar economia. Então, na minha opinião, essa fonte está só começando, tem muito ainda para agregar. Observamos por meio da ABSOLAR que 2021 será um ano que trará ainda mais investimentos”, relatou a especialista. 

Setor elétrico

Com relação ao setor elétrico, a CEO da Sou Vagalume disse que o assunto que está bem evidente atualmente é a alteração da formação de preço. “Nós tivemos uma grande mudança no começo desse ano, que foi o início do PLD horário”.

“É perceptível uma presença massiva de acadêmicos no setor elétrico com foco na análise de formação de preços, porque é uma análise feita com base em modelagem estatística, computacional”, concluiu.

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Mateus Badra

Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Experiência como produtor, repórter e apresentador em diferentes veículos de comunicação: mídia impressa, online e televisiva.

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