O atual presidente do Conselho de Administração da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), Alexandre Ramos, deverá assumir a presidência da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) a partir do dia 11 de maio, substituindo Reynaldo Passanezi, que estava à frente da companhia desde 2020. A indicação foi aprovada pelo conselho da estatal em reunião realizada no dia 7.
A mudança marca uma transição relevante no comando de uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, com a chegada de um executivo com perfil técnico e larga experiência regulatória.
Trajetória
Alexandre Ramos está na CCEE desde 2023, quando foi eleito para presidir o Conselho de Administração da entidade, tomando posse em maio do mesmo ano.
Desde então, vivenciou um período de transformações no setor, em especial na CCEE, com foco em governança, modernização e debates sobre a expansão do mercado livre de energia, incluindo o processo de reestruturação da governança da Câmara, concluído recentemente.
Antes disso, construiu carreira em outras instituições do setor elétrico, com passagens pelo MME (Ministério de Minas e Energia), ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétirca), EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Nessas funções, atuou em temas como planejamento energético, regulação e expansão da infraestrutura elétrica.
Ramos também mantém proximidade com o atual ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com quem compartilha interlocução frequente no âmbito das discussões sobre políticas energéticas.
Reynaldo Passanezi deixa a presidência da Cemig após uma gestão iniciada em 2020, marcada por iniciativas de reestruturação financeira, redução de endividamento e fortalecimento da governança corporativa.
Ao longo do período, a companhia também avançou em investimentos na modernização de ativos e na melhoria de indicadores operacionais.
Sua trajetória no setor inclui ainda a presidência da CESP, onde ganhou destaque por conduzir o processo de reorganização da empresa e sua posterior privatização.
Momento crítico
A saída de Alexandre Ramos da CCEE ocorre em um momento particularmente sensível para o ambiente do mercado livre de energia, que enfrenta uma crise de liquidez envolvendo grandes comercializadoras.
O cenário tem gerado preocupações no setor quanto à estabilidade das operações e ao cumprimento de contratos.
Apesar da relevância da mudança, ainda não há definição sobre quem assumirá a presidência da CCEE. Nos bastidores, circulam especulações sobre nomes internos e externos à entidade, mas até o momento não há indicação oficial para a sucessão.
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