GC Solar 23.61 GW GD Solar 53.65 GW
Mercado Internacional

Energia volta a pressionar inflação em diferentes economias do mundo

Alta nos preços da eletricidade e dos combustíveis contribuiu para pressionar a inflação no Brasil, EUA, Itália, Espanha, Alemanha, França e Por

Canal Solar - Energia volta a pressionar inflação em diferentes economias do mundo

Foto: Ilustração

Não é só no Brasil que os preços da energia têm exercido forte pressão sobre a inflação. O avanço da eletricidade, dos combustíveis e de outros produtos energéticos também tem afetado diferentes economias ao longo de 2026, com setembro marcando uma nova rodada de pressão em alguns dos principais mercados.

Os efeitos, porém, não têm sido iguais em todos os países. Enquanto no Brasil a eletricidade residencial teve forte impacto sobre a inflação, nos Estados Unidos a gasolina concentrou boa parte da pressão energética.

Já na Europa, o impacto foi mais amplo. Na zona do euro, a energia foi o componente que mais contribuiu para a inflação anual em setembro, com 1,71 ponto percentual. O grupo inclui itens como eletricidade, gás e combustíveis

Brasil: conta de luz pesou no IPCA

No Brasil, a conta de luz foi o item que mais pressionou a inflação de setembro de 2026, com alta de 7,98% e impacto de 0,32 ponto percentual no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

O resultado contribuiu para que a inflação oficial chegasse a 0,82% no mês e acumulasse 4,58% em 12 meses, acima do limite superior de 4,5% da meta de inflação.

A influência das tarifas de energia sobre o IPCA também ficou evidente ao longo do ano, com a alta da conta de luz contribuindo para que alguns meses que poderiam ter registrado deflação terminassem com inflação positiva.

Brasil teria tido deflação em julho se conta de luz não tivesse disparado, revela IBGE 

Gasolina impulsiona inflação nos EUA

Nos Estados Unidos, o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,6% em setembro, levando a inflação acumulada em 12 meses para 3,7%, ante 3,4% em agosto.

O principal destaque veio da gasolina. O combustível avançou 9,1% no mês e respondeu por mais da metade da alta do índice geral. Com isso, o índice de energia subiu 5,2% em setembro.

No acumulado de 12 meses, o grupo de energia registrou alta de 20,4%, puxado principalmente pela gasolina, que ficou 34,2% mais cara no período. Também houve aumento de 5% no gás natural e de 4,4% na eletricidade.

O resultado mostra uma diferença importante em relação ao Brasil: nos Estados Unidos, o impacto energético sobre a inflação veio principalmente dos combustíveis, enquanto no Brasil a eletricidade residencial teve maior peso no índice de setembro.

Energia ganha peso na inflação europeia

Na zona do euro, a inflação anual acelerou de 3,2% em agosto para 3,8% em setembro, com a energia sendo o componente que mais contribuiu individualmente para o resultado. O resultado ficou bem acima do aumento de 2,2% registrado no mesmo período do ano passado.

Na Itália, dados do Istat (Instituto Nacional de Estatística da Itália) mostram que a aceleração da inflação esteve diretamente ligada aos preços de energia: os produtos energéticos regulados subiram 5,8% em setembro. Em 12 meses, a alta foi de 25,8%.

Na Espanha, os preços de eletricidade e combustíveis líquidos também contribuíram para a pressão sobre o grupo Habitação, que avançou 1,1% em setembro. O movimento ajudou a elevar a inflação anual espanhola para 4,9%, ante 4,3% em agosto.

Na Alemanha, os preços de energia subiram 3,8% em setembro na comparação com agosto. O destaque ficou para o óleo para aquecimento, que avançou 18,5%, e para os combustíveis, com alta de 6,9%, mostram dados do Destatis (Escritório Federal de Estatística da Alemanha).

Na França, os preços de energia subiram 3,9% em setembro, na comparação com agosto, marcando o terceiro mês consecutivo de alta. Na comparação anual, a energia acumulou alta de 21,3%. O avanço foi puxado principalmente pelas altas dos derivados de petróleo, gás e eletricidade, segundo informações do INSEE (Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos).

Em Portugal, a pressão veio principalmente dos combustíveis. O INE (Instituto Nacional de Estatística) informou que a inflação anual acelerou para 3,6% em setembro, ante 3,3% em agosto, e que o movimento foi explicado em grande medida pelo aumento dos preços dos combustíveis. O índice dos produtos energéticos registrou alta de 15,3% em 12 meses.

Todo o conteúdo do Canal Solar é resguardado pela lei de direitos autorais, e fica expressamente proibida a reprodução parcial ou total deste site em qualquer meio. Caso tenha interesse em colaborar ou reutilizar parte do nosso material, solicitamos que entre em contato através do e-mail: redacao@canalsolar.com.br.

Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

Comentários

Os comentários são moderados antes da publicação

Os comentários devem ser respeitosos e contribuir para um debate saudável. Comentários ofensivos poderão ser removidos. As opiniões aqui expressas são de responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição do Canal Solar.

Deixe seu comentário

Canal Solar
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.