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Brasil teria tido deflação em julho se conta de luz não tivesse disparado, revela IBGE 

Conta de luz subiu 3,09% e adicionou 0,13 ponto percentual à inflação; sem esse impacto, índice teria ficado negativo em julho

Canal Solar - Brasil teria tido deflação em julho se conta de luz não tivesse disparado, revela IBGE 

Foto: Divulgação/Equatorial Energia

A conta de luz foi a principal vilã da inflação dos brasileiros em julho. Enquanto os preços subiram, em média, 0,07% no país, a energia elétrica residencial ficou 3,09% mais cara – um impacto expressivo e muito acima do índice geral do mês.

O peso foi tão grande que, sem a pressão da energia elétrica residencial, o Brasil teria registrado deflação no período. Ou seja, em vez de subirem, os preços médios teriam recuado cerca de 0,06%.

Os dados fazem parte do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), índice que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o resultado, a inflação acumulada do Brasil no ano chegou a 3,44%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 4,44% e flerta com o teto da meta do Banco Central, cujo intervalo de tolerância vai de 1,5% a 4,5%.

Por que a conta de luz subiu tanto?

Segundo o IBGE, dois fatores ajudaram a deixar a energia elétrica mais cara em julho: os reajustes nas tarifas de algumas distribuidoras e a manutenção da bandeira tarifária amarela. Em São Paulo, uma das concessionárias teve reajuste de 8,85%. Em Porto Alegre, o aumento foi de 14,89%, enquanto Curitiba registrou reajuste de 19,55%.

Além disso, a bandeira amarela continuou valendo em julho, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. As bandeiras tarifárias funcionam como um sinal sobre o custo de produzir energia no país. Quando as condições ficam menos favoráveis e a geração fica mais cara, pode haver uma cobrança adicional na conta de luz.

Como a inflação é calculada?

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e acompanha a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa considera preços coletados em dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para chegar à inflação de julho, o IBGE comparou os preços coletados entre 1º e 30 de julho de 2026 com aqueles registrados no período usado como base, entre 30 de maio e 30 de junho. Na prática, o indicador permite acompanhar se o custo de vida das famílias está aumentando ou diminuindo ao longo do tempo.

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Henrique Hein
Sobre o autor
Henrique Hein

Atuou no Correio Popular e na Rádio Trianon. Possui experiência em produção de podcast, programas de rádio, entrevistas e elaboração de reportagens. Acompanha o setor solar desde 2020.

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