Os consumidores de energia elétrica de Santa Catarina pagarão mais caro pela conta de luz a partir de sábado (22). A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta semana o reajuste tarifário da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A), concessionária que atende cerca de 3,6 milhões de unidades consumidoras no estado.
O efeito médio para os clientes da distribuidora será de 10,82%. O impacto, no entanto, varia conforme o nível de tensão em que o consumidor está conectado.
Para os consumidores residenciais e as demais unidades atendidas em baixa tensão, o reajuste será de 9,26%. Já os consumidores conectados à alta tensão, grupo que reúne principalmente indústrias e grandes estabelecimentos comerciais, terão aumento médio de 14,16%.
Segundo a ANEEL, o reajuste foi pressionado principalmente pelo aumento dos custos de transmissão e dos encargos setoriais. Também contribuíram para o resultado os componentes financeiros relacionados ao ciclo tarifário atual e ao anterior.
O reajuste tarifário anual atualiza os custos reconhecidos pela agência reguladora para a prestação do serviço de distribuição.
O percentual aprovado não representa, necessariamente, o aumento exato que será percebido individualmente por cada consumidor, uma vez que o valor final da fatura também depende do perfil de consumo, da incidência de tributos e da bandeira tarifária vigente.
Tarifas também podem subir no Distrito Federal
Além de aprovar o reajuste da Celesc, a ANEEL prepara uma atualização das tarifas cobradas pela Neoenergia Brasília, responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Distrito Federal.
A proposta em análise prevê aumento médio de 1,10% para os consumidores conectados à baixa tensão e de 3,95% para aqueles atendidos em alta tensão. Os índices serão debatidos em audiência pública marcada para quinta-feira (27), na sede da Aneel, em Brasília (DF).
A reunião permitirá que consumidores, representantes da distribuidora e demais interessados apresentem contribuições antes da decisão definitiva da agência. Caso a proposta seja aprovada, as novas tarifas da Neoenergia Brasília entrarão em vigor em 22 de outubro.
Entre os fatores que mais influenciaram os percentuais estão os custos com distribuição, transmissão e compra de energia, além da inclusão de componentes financeiros no cálculo tarifário.
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