A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu manter a bandeira tarifária amarela em setembro de 2026, pelo quinto mês consecutivo. A sinalização está em vigor no país desde maio.
Segundo a Agência, a permanência da bandeira amarela está relacionada às condições menos favoráveis para a geração de energia no país, cenário que aumenta a necessidade de utilização de fontes com custos mais elevados para atender à demanda do sistema elétrico.
Com a decisão, permanece em setembro a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O valor é acrescentado diretamente à conta de energia dos consumidores.
Como funcionam as bandeiras tarifárias?
Criado em 2015 pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo sinalizar aos consumidores o custo da geração de energia elétrica no país.
Mensalmente, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) avalia as condições de operação do SIN (Sistema Interligado Nacional), define a estratégia de despacho das usinas e estima os custos de geração de energia.
Com base nessas informações, são definidas as bandeiras tarifárias. Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional na conta de luz. Já as bandeiras amarela e vermelha indicam aumento dos custos de geração e resultam em cobranças extras para os consumidores.
Atualmente, os valores adicionais são:
Bandeira verde: sem cobrança adicional
Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
Bandeira vermelha patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos;
Bandeira vermelha patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh
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