A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, nesta terça-feira (30), mais três reajustes tarifários que impactarão a conta de luz de consumidores atendidos pela Cocel (Companhia Campolarguense de Energia), Energisa Tocantins e Enel São Paulo.
Com as novas decisões, chega a 22 o número de revisões e reajustes tarifários aprovados pela Agência em 2026, afetando mais de 70 milhões de unidades consumidoras em todo o país.
Em todos os casos anunciados nesta semana, o aumento médio para os consumidores supera a inflação projetada para o ano, estimada em 5,1%.
Na área de concessão da Cocel, o reajuste médio de 14,58% já entrou em vigor. A distribuidora atende aproximadamente 60,9 mil unidades consumidoras no município de Campo Largo, no Paraná.
Segundo a ANEEL, os principais fatores que pressionaram as tarifas da concessionária foram os custos de aquisição de energia elétrica e o aumento dos encargos setoriais, especialmente aqueles relacionados à CDE Uso (Conta de Desenvolvimento Energético).
Já para os consumidores atendidos pela Energisa Tocantins, o reajuste médio será de 8,11% e passará a valer a partir de 4 de julho. A distribuidora atende cerca de 707 mil unidades consumidoras nos 139 municípios do estado.
“Entre os fatores que mais contribuíram para este reajuste tarifário estão os componentes financeiros, com destaque para a Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A (CVA), os encargos setoriais e os custos de compra de energia”, informou a ANEEL.
No caso da Enel São Paulo, o reajuste médio aprovado foi de 9,02%, também com vigência a partir de 4 de julho. A concessionária atende quase 9 milhões de unidades consumidoras distribuídas em 24 municípios paulistas.
De acordo com a Agência, os componentes financeiros, os custos relacionados ao sistema de transmissão e o aumento dos encargos setoriais foram os principais fatores considerados para a definição do reajuste.
Conta de luz já acumula 22 reajustes em 2026
Com as aprovações desta terça-feira, a lista de distribuidoras que tiveram reajustes autorizados pela ANEEL em 2026 já inclui aumentos superiores a 20%, como os registrados pela Roraima Energia (24,13%) e pela Copel (20,51%).
Outras concessionárias também tiveram elevações expressivas acima de 10%, caso da CPFL Santa Cruz (18,89%), RGE Sul (16,06%), Enel Rio (15,60%), Cocel (14,58%), Sulgipe (12,87%), CPFL Paulista (12,13%), Energisa Mato Grosso do Sul (12,10%) e Energisa Minas Rio (11,27%).
Veja as distribuidoras que já tiveram reajustes tarifários aprovados em 2026:
- Roraima Energia: 24,13%
- Copel: 20,51%
- CPFL Santa Cruz: 18,89%
- RGE Sul: 16,06%
- Enel Rio: 15,60%
- Cocel: 14,58%
- Sulgipe: 12,87%
- CPFL Paulista: 12,13%
- Energisa Mato Grosso do Sul: 12,10%
- Energisa Minas Rio: 11,27%
- Enel São Paulo: 9,02%
- Light: 8,60%
- Energisa Tocantins: 8,11%
- Energisa Mato Grosso: 6,86%
- Energisa Sergipe: 6,86%
- Amazonas Energia: 6,58%
- Coelba: 5,80%
- Enel Ceará: 5,78%
- Neoenergia Cosern: 5,40%
- Cemig: 4,51%
- Neoenergia Pernambuco: 4,25%
- CEA Equatorial: 3,54%
Vale destacar que, embora a Roraima Energia tenha liderado o ranking nacional de reajustes tarifários em 2026, com aumento inicialmente aprovado de 24,13% em janeiro, o impacto efetivo para os consumidores deve ser significativamente menor.
Após pressão de lideranças políticas e representantes locais, a ANEEL autorizou o uso de R$ 165 milhões provenientes de recursos de Uso de Bem Público (UBP), oriundos de royalties de hidrelétricas, para reduzir o efeito do reajuste no estado.
Com a medida excepcional, a expectativa é que o aumento efetivamente percebido pelos consumidores fique em torno de 4,5% a partir do segundo semestre.
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