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Benefícios da GD solar devem baratear conta de luz em 5,6% até 2031

Tecnologia reduzirá ainda a frequência de acionamento da bandeira vermelha nas tarifas de energia elétrica

Autor: 21 de junho de 2022junho 23rd, 2022Bolso do Consumidor
Benefícios da GD solar devem baratear conta de luz em 5,6% até 2031

Energia solar alivia o bolso dos consumidores. Foto: Agência Brasil

O crescimento da geração própria de energia solar em telhados, fachadas e pequenos terrenos vai trazer mais de R$ 86,2 bilhões em benefícios sistêmicos no setor elétrico para o Brasil na próxima década.

Com isso, tais recursos irão baratear a conta de luz de todos os consumidores, inclusive os que não tiverem sistema solar próprio, em 5,6%.

É o que apontou um estudo inédito da consultoria especializada Volt Robotics, encomendado pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

A partir do cenário oficial de crescimento projetado para a GD (geração distribuída) solar do PDE 2031 (Plano Decenal de Expansão de Energia 2031), a mesma saltará dos atuais 11 GW para 37,2 GW em 2031.

Com isso, em cenários médios, tal tecnologia reduzirá a frequência de acionamento da bandeira vermelha nas tarifas de energia elétrica em cerca de 60% para os consumidores brasileiros em dez anos.

Já no caso de cenários com a possibilidade de nova crise hídrica, como as sofridas em 2001, 2014 e 2021, a diminuição da ocorrência das bandeiras tarifárias mais caras aos consumidores chega a 17%.

Custo da energia elétrica

Em relação ao custo da energia elétrica no país, rateado e pago por todos os consumidores, o levantamento apontou que o crescimento da GD fotovoltaica representará o barateamento de R$ 34 bilhões nos custos repassados aos consumidores. Isso proporcionará uma redução de 2,2% nas tarifas de eletricidade até 2031.

Referente aos encargos setoriais, custos que também são arcados pelos consumidores brasileiros, a redução será de R$ 11,5 bilhões, trazendo uma queda de 0,8% nas tarifas de energia elétrica.

Segundo a Volt Robotics, outro benefício será a redução do risco financeiro sobre a variação dos preços dos combustíveis, custo coberto pelos consumidores, com queda de R$ 24,2 bilhões e 1,5% a menos nas tarifas da população.

As reduções das perdas elétricas nas linhas de transmissão e redes de distribuição trarão economia adicional de R$ 8,2 bilhões em dez anos, garantindo aos brasileiros uma queda de 0,5% nas tarifas de eletricidade.

Horário de pico

O estudo também projetou o alívio trazido pela geração distribuída sobre a demanda no horário de pico do sistema elétrico brasileiro, registrado atualmente entre 10h e 16h, período no qual a GD solar tem maior capacidade de geração e entrega de energia ao sistema. Nesse caso, a redução calculada é de R$ 1,6 bilhão no período.

Geração de energia solar no NE e SE

Outro ponto destacado pelo trabalho dos especialistas da consultoria é o efeito desta tecnologia na redução de preços entre os submercados elétricos do Nordeste e Sudeste, estimado em R$ 8,5 bilhões na próxima década, trazendo uma queda de 1,5% nas tarifas dos consumidores.

Na prática, concluíram que os sistemas fotovoltaicos nos telhados e pequenos terrenos diminuem a sobrecarga dos sistemas de intercâmbio, reduzindo os custos da eletricidade para quem compra e consome no Sudeste e melhorando os patamares de preços de quem vende energia produzida no Nordeste.

Sobre o estudo

Intitulado “Contribuições da geração própria de energia solar na redução da conta de luz de todos os brasileiros”, o estudo apresenta as contribuições da GD fotovoltaica para a redução dos preços de eletricidade no país.

Além disso, traça cenários futuros com as projeções de redução das tarifas de energia elétrica para todos os consumidores, a partir da inserção dos sistemas solares distribuídos nas cidades e áreas rurais.

Os dados da consultoria Volt Robotics se concentraram no cálculo dos chamados “benefícios sistêmicos ao setor elétrico” e não incluem demais ganhos socioeconômicos e ambientais.

Mateus Badra

Mateus Badra

Atuou como produtor, repórter e apresentador na Bandeirantes e no Metro Jornal. Acompanha o setor elétrico brasileiro há mais de dois anos, atuando nas editorias de Mercado e Tendências, Mobilidade Urbana, P&D e Equipamentos. Jornalista graduado pela PUC-Campinas.

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