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BNDES financiará energia solar para consumidores substituírem geradores a diesel

A operação na região Norte permitirá o financiamento a cerca de 1,6 mil projetos num prazo de até 150 meses

Autor: 15 de março de 2022Brasil
BNDES financiará energia solar para consumidores substituírem geradores a diesel

Ao todo, serão cerca de 12 MWp de capacidade instalada

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) vai financiar a troca de geradores a diesel por usinas fotovoltaicas de consumidores de energia da Região Norte, principalmente da Amazônia.

O banco adquiriu 95% dos R$ 60 milhões em debêntures “verdes” emitidas pela Amazônia Solar Companhia Securitizadora de Créditos Financeiro.

A empresa designada pelo BNDES para essa avaliação será a Solfácil, especializada em financiamentos para a instalação de sistemas de microgeração solar. 

Fabio Carrara, CEO da Solfácil, conta que a empresa fará também o processo de instalação por meio de parceiros homologados na região. “A linha inicialmente financiará os projetos on-grid e estamos trabalhando para entregar o mais breve possível o financiamento off-grid também. Dessa forma, nossa ideia é possibilitar também o financiamento do sistema fotovoltaico com baterias”, explicou.

Segundo o BNDES, a operação permitirá o financiamento a cerca de 1,6 mil projetos num prazo de até 150 meses para a instalação de sistemas de energia solar em residências e empresas localizadas na região. 

A Solfácil ficará responsável por avaliar a capacidade do contratante e do contratado, além de verificar a viabilidade do sistema para o consumidor antes de aprovar o crédito. 

Cada investimento, na ponta, deverá apresentar um custo médio em torno de R$ 37 mil e será 100% financiado. Ao todo, serão cerca de 12 MWp de capacidade instalada. Esta é a primeira vez que o BNDES atua neste formato. O volume total estimado de carbono evitado é da ordem de 30.500tCO2e (toneladas de CO2 equivalente) em 15 anos.

De acordo com o banco, esta é uma operação piloto, que tem como objetivo promover a aceleração da GD (geração distribuída) solar na Região Norte. Atualmente, a região possui problemas de fornecimento de energia e aproximadamente 250 Sistemas Isolados utilizam a geração térmica a diesel para fornecimento de energia elétrica. 

Solange Vieira, diretora de Concessão de Crédito à Infraestrutura do BNDES, destaca que a operação é inovadora na forma de atuação do BNDES, ao permitir o acesso do consumidor final aos recursos do BNDES sem a intermediação tradicional de bancos. “A operação vai contribuir para democratizar o acesso à geração solar para os consumidores de energia da Região Norte, permitindo maior acesso ao crédito na ponta e promovendo a desconcentração bancária”.

Outra vantagem destacada pelo banco é a economia no gasto com a contas de energia, que poderá chegar a até 90% do custo atual. Ademais, esta movimentação pode contribuir para o desenvolvimento regional, serão gerados novos empregos e renda para a Região Norte, sobretudo para os instaladores locais dos sistemas fotovoltaicos.

O gerente Rodrigo Bacellar, da Área de Energia do BNDES, destacou que a operação reitera o compromisso do BNDES com o desenvolvimento sustentável: “O BNDES, junto com a Solfácil, está construindo uma iniciativa focada na transição energética da Amazônia, por meio do melhor aproveitamento de recursos renováveis disponíveis, beneficiando milhares de consumidores de energia da Região”, afirmou. 

Já Fábio Scherma, chefe do Departamento de Energia Elétrica do BNDES, ressalta que “este é um projeto piloto a partir do qual o Banco espera desenvolver muitos outros, em parceria com o mercado”.

As debêntures são caracterizadas como “verdes”, com base nas diretrizes do Green Bond Principles, emitidas pela International Capital Market Association (ICMA), conforme desempenho socioambiental avaliado por consultoria especializada em parecer independente.

Ericka Araújo

Ericka Araújo

Desde 2020, acompanha o mercado fotovoltaico. Possui experiência em produção de podcast, programas de entrevistas e elaboração de matérias jornalísticas. Em 2019, recebeu o Prêmio Jornalista Tropical 2019 pela SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) e o Prêmio FEAC de Jornalismo. Já atuou como repórter e apresentadora da Rádio Brasil Campinas. Formada pela PUC Campinas.

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